Se esse já é um bom motivo pra ir, leia o relato e descubra outros!
No último relato, estávamos saindo da cidade de Diamantina rumo à cidade de Ouro Preto. Ou seja, percorremos o primeiro longo trecho pela Estrada Real, até sua bifurcação que dará origem aos caminhos conhecidos como “Caminho Velho” (que vai até Paraty) e “Caminho Novo” (que vai até a cidade do Rio de Janeiro). Dessa vez, seguiremos pelo primeiro: “com muitas histórias para contar, o Caminho Velho foi a primeira via aberta oficialmente pela Coroa Portuguesa para o tráfego entre o litoral fluminense e a região mineradora”, nos informa o site oficial da ER.
A chegada em Ouro Preto dá o tom da cidade: ruas estreitas, movimentadas, e muitas ladeiras. Fora isso, um espetáculo com suas luzes verdes nos monumentos barrocos – igrejas, em sua maioria.
Ficamos na pousada Tiradentes (veja detalhes abaixo, em “Serviço”), no largo que lembra a memória do principal e mais famoso ativista da Inconfidência, alí dependurado já morto e esquartejado, bem ao lado do Museu da Inconfidência. É uma boa hospedagem. Fomos recebidos pelo simpático e atencioso Beto e passamos a noite por R$ 80,00, bem no centro agitado da cidade: o que pareceu bom depois de um longo dia de trilhas.
O jantar foi no restaurante bem ao lado da pousada. Tomamos um caldo bem caro no “Caldo de Minas”, mas valeu o conforto de não ter de entrar novamente no carro enlameado… E só por isso! Amanhã é dia de mais ER…
O destino do terceiro dia é a cidade de Congonhas, mas é claro que não poderíamos deixar de visitar a histórica “Vila Rica” de Ouro Preto… Por isso deixamos boa parte do dia reservada aos passeios turísticos e resolvemos percorrer o trecho de pouco mais de 50 Km até Congonhas somente no fim do dia.
Em 2008 editamos aqui nO Aventureiro uma matéria chamada “Seguindo o rastro dos sonhos“, em que a Luara contava sobre suas aventuras durante o Dreamtracking, curso realizado com John Stokes, criador do The Tracking Project. Agora, novamente, o John volta ao Brasil para fazer mais um de seus cursos impressionantes, com o apoio do Projeto Pegadas Brasil. O curso será realizado entre os dias 30 de abril e 02 de maio de 2010, em Macaquinhos, na Chapada dos Veadeiros.
Onde é isso? Bem, descobrimos um vídeo que talvez ajude a localizar:
São só 40 vagas e o valor de R$ 400,00 já inclui transporte, hospedagem e muito rastreamento e boas histórias do John. Quer saber mais e fazer contato? Envie seu email para rastreando@pegadas.org.br
Tomara que você possa seguir este rastro… Leia Mais »
O primeiro dia da viagem foi praticamente de deslocamento, a partir de Brasília, até o início da Estrada Real (na verdade, o “marco zero” da Estrada Real não fica em Dimantina, como poderíamos supor, mas num pequeno trecho entre São João del-Rei e Tiradentes. Mas isso será assunto para um próximo relato). Assim, na manhã do dia 26/12 realmente iniciamos as Aventuras na Real.
Acordamos às 9h e fomos tomar o café-da-manhã – mas, infelizmente, não havia pão de queijo… Visitamos rapidamente a cidade de diamantina. Vale um dia de visita! Cidade bonita, como as velhas cidades do interior. O Mercado Central está recuperado, assim como a Casa da Glória, com seu bonito passadiço azul. Atualmente, a casa é cuidada pela UFMG, abrigando um centro de pesquisas geológicas. O pequeno museu conta a história de sua antiga fundação. (Veja as fotos no post anterior)
Um pulo para fora da cidade, até o Caminho dos Escravos – leia-se “feito por” escravos, que levaram as milhares de pedras morro acima, para facilitar os deslocamentos dos tropeiros – compensa pela bela vista da Serra do Espinhaço (a única cordilheira brasileira e a sétima reserva da biosfera nacional, criada em 2005). Aliás, este nome – bela vista – é muito recorrente por aqui. E muito justamente.
Peguamos o Guia da Estrada Real no ponto de informações turísticas de Diamantina, com a Carla, uma estagiária subversiva simpática que ainda nos presenteou com 2 mapas (particulares) do caminho. Pois é! Não havia mapas e informações oficiais sobre a ER no local… Aliás, apesar de bem sinalizada, a ER ainda é um mistério para os locais. Parece que ninguém nunca mais passou por lá, desde os tempos do ouro e do diamante.
Desde os tempos do Brasil Colônia, ou seja, desde o século XVII, a Estrada Real povoa o imaginário de aventureiros e desbravadores. Criada como única rota legalizada de acesso entre as ricas cidades de Diamantina e Ouro Preto, em Minas Gerais, e as importantes cidades de Paraty e Rio de Janeiro – à época, a capital da colônia portuguesa – a Estrada Real se divide, na verdade, em pelo menos três caminhos, batizados de Rota dos Diamantes, Caminho Velho e Caminho Novo.
Naquela época, entre os séculos XVII e XVIII, a criação de estradas era tarefa exclusiva da coroa portuguesa, de forma que era proibido fazer circular mercadorias – e, principalmente, o ouro e os diamantes encontrados em Minas Gerais – fora das rotas “oficiais” determinadas. Dessa forma, o projeto turístico “Estrada Real” tenta resgatar a importância histórica e comercial (e turística, claro!) desses caminhos, revalorizandos as cidades cortadas por eles e, esperamos, criando novas aventuras para mochileiros e mochileiras de plantão.
E não é que vale a pena!?
A cada dia publicaremos no blog O Aventureiro o relato de um dia da viagem, com informações, mapas e histórias sobre o trecho percorrido.
Confira o relato do primeiro dia… Leia Mais »
Os editores do blog O Aventureiro ficaram um bom tempo sem postar nada pois estávamos de férias… Sim! Blogueiro também tira férias, né?
Bem, o lance é que, apesar das férias (e até mesmo por causa delas, é claro), tivemos uns bons meses de aventuras. E, portanto, novos relatos estão fresquinhos, aguardando publicação.
Logo, logo esperem por matérias sobre a Estrada Real – um antigo caminho que ligava as cidades de Diamantina/MG e Rio de Janeiro/RJ, passando por Ouro Preto/MG, e permitia escoar a produção de ouro e diamante do Brasil para Portugal – e também sobre Mambaí/GO, um pequeno paraíso perdido e escondido entre a Serra Geral/BA e a APA (Área de Proteção Ambiental) Nascentes do Rio Vermelho.
A primeira aventura trata do percurso de mais de 1.600 Km pela Estrada Real, que foi feito em 5 dias de trilhas enlameadas e com lindas paisagens, num período chuvoso mas com dias ensolarados. Partimos de Brasília/DF rumo ao Rio de Janeiro/RJ e, depois, seguimos ainda até Itaúnas/ES. Foram, no total, 15 dias de uma aventura que só se faz num bom jipe e com algum sossego.
Na segunda viagem, fomos até Mambaí/GO (14°30″ S, 46°05″ W) explorar um turismo nascente e crescente, em uma das mais ricas e inexploradas regiões do país. Visitamos apenas 4 das quase 190 grutas, lapas e cavernas da região, além de algumas cachoeiras e vários quilômetros de trilhas. Conhecemos o lendário Emílio, que teve a honra de dar nome a grande maioria desses atrativos naturais e que, há mais de 25 anos, explora a região mapeando cavernas e guiando grupos de espeleólogos, geógrafos e visitantes.
E aí, ansiosxs pra ver o que rolou no blog O Aventureiro durante as férias? Comente aí!
Antes de começar os relatos, porém, algumas fotos… Leia Mais »
Na parte 1 deste post, explicamos de onde surgiu a idéia maluca bacana da Vanessa de tentar tornar suas práticas cotidianas um pouco (mais?) sustentáveis…
Veja agora como foram os 3 primeiros e intermináveis dias da nossa “no impact woman”!
Acordei empolgada com a idéia, que nem no primeiro dia de regime, que você come alface no café da manhã. Guardei a chave do carro. Que ônibus que nada, caminhada! Super ecológico. Foi divertido caminhar ao lado do parque Ibirapuera, nem tanto engolir fumaça na São Gabriel, mas o planeta merece. Logo descobri que demoro tanto chegando a pé quanto de carro, vejam só. Menos gasolina. E calorias.
No escritório, minha primeira dose de café – achei uma caneca feia, da empresa de seguros, no armário. A descoberta de como tirar café da máquina, sem cair o copinho, deveria me dar direito a um diploma de engenharia [ei, eu não consigo instalar um DVD, mereço o mérito].
Passei o dia sem imprimir uma folha sequer. O relatório de 100 páginas revisei na tela mesmo. Demorou umas 2 horas a mais [damn emails, facebook e MSN], mas saiu. Em algum lugar do mundo, uma árvore sorriu.
Supermercado à noite. Desfilando com minha linda ecobag preta, de mais de um ano de idade e segundo dia de uso, olhei com ar superior para todos demais clientes consumidores de malignas sacolas de plástico.
Verduras orgânicas e xampu ecológico, que não é testado em animais. Na área de frios, solicitei para tirar a bandejinha de isopor. O moço me olhou com cara de cuméquié. Expliquei, pacientemente:
- Veja bem, Sr. seu Zé, que isopor na natureza demora mais de 930 anos para se deteriorar, por isso é melhor não utilizarmos sempre que for possível.
[Não, eu não sei quantos anos se deterioram isopores, mas achei um bom chute e o Sr. Seu Zé também achou, pareceu.] Coloquei o queijo e peito de peru bamboleando dentro do carrinho.
Dúvida surgiu na garrafa de água: PET deve estar errado. Acho até descobrir o que fazer, vou ter que tomar a água ligeiramente amarelada da torneira de casa.
Nota mental ao chegar em casa: comprar uma ecobag cuja alça não estoure nas duas quadras caminhando de volta. Graças a deus, todos meus produtos amigos-de-bichinhos continuam intactos.
Há tempos publicamos um post sobre o projeto No Impact Man intitulado “Viver sem impacto é possível?“. O assunto pareceu sério demais e ainda distante da nossa realidade, do dia-a-dia das pessoas nem-tão-sustentáveis-assim… O desafio era achar alguém que topasse falar sobre suas tentativas de melhorar seu “coeficiente pessoal verde”.
Passando pelo blog da Lalai, cheguei ao post da Vanessa, que é membro do CouchSurfing (assim como eu). Além das pequenas coincidências, achei o texto um bom exemplo para satisfazer essa busca. E aproveito para re-editar o longopost, agora separado por dias, como um diário aventureiro de uma “proto-ecofriendly“… Divirtam-se!
Nunca me considerei exatamente uma ameaça ao meio ambiente. Ah, separo minhas latinhas das outras coisas, não jogo lixo na praia, e fico comovida de verdade olhando ursinhos-polar bebês no Discovery agonizando porque a casinha deles está derretendo e tal. A consciência começou a apertar mais ultimamente. Iniciou-se a saga em um churrasco que organizei outro dia, no qual participarem um casal de homo sapiens ambientalicius (aquelas colegas que tem casa ecológica com energia solar e tudo mais) – que apontaram, desapontados, minha incauta escolha de talheres, copos e pratos: descartáveis.
Como tais convidados não eram exatamente íntimos, achei de bom tom não sugerir que eles limpassem os práticos utensílios e cinzeiros com a língua – fazendo o favor. Superior, iniciei uma ardente discussão sobre as dificuldades de ser ecofriendly na “vida real”, como moradores da cidade grande, cujo edifício não tem coleta seletiva, a máquina de café do escritório já sai com copinho e que não são legítimos proprietários de 50 conjuntos de pratos e talheres à disposição nos seus churrascos.
Comentaram-nos, tais elucidados, que todos nós temos a responsabilidade por mudar as pequenas decisões do dia-a-dia e consumir de forma consciente, já que o fardo da saúde do planeta está nas nossas costas. Ou seja, me chamaram basicamente de assassina-de-ursos-polar-bebês. Culpada, resolvi assumir um desafio: tentar por 7 dias uma vida ecofriendly e relatar para eles minhas descobertas e incautos.
E a seguir, a saga de uma garota normal da cidade de São Paulo. Quais as dificuldades atuais da vida ecologicamente correta? Como mudar seus hábitos em poucos dias? Veja após os comerciais
Achávamos que a série Luiz Log havia terminado no último post, intitulado “Coisa de Mulandi” – não porque os relatos houvessem acabado ali, mas porque a história estava mesmo incompleta, aguardando um tempo mais tranqüilo na agenda do Luiz para que ele continuasse as memórias. Mas não é que acabamos de descobrir mais um relato, perdido entre restos arqueológicos de O Aventureiro? Leia mais esse achado do aventureiro que estava entre a savana e os alpes…
Se você quer ver todos os posts da série, clique aqui.
Aí chegam os mulungos para bagunçar o coreto. Isso mesmo: em Moçambique eu sou muLungo, e os negros são mulandi. Isso em changana (”dialeto” local), pois em muitos outros países se diz muZungo. E tem muita coisa de mulungo por lá… Leia Mais »
PÂNICO: Aron filma a si próprio no local do acidente
Aventureiros e aventureiras que gostam de boas leituras provavelmente já conhecem a revista “Go Outside”, filha da antiga norte-americana “Ouside”. Durante o já distante ano de 2006, esta revista republicou uma série de “matérias antológicas publicadas ao longo dos 30 anos” da revista-mãe. Uma delas realmente me surpreendeu, tanto pelo poético título “No meio do caminho tinha uma pedra“, quanto pela chamada:
O perrengue pelo qual passou o norteamericano Aron Ralston quando teve seu braço esmagado por uma pedra dentro de um cânion remoto.
Aron Lee Ralston
Resolvi começar a ler, ainda incrédulo, e aproveito para republicar alguns dos trechos que mais me chamaram a atenção (na ordem em que aparecem no relato original).
Pra quem quiser checar outras informações, talvez valha esperar pelo filme do diretor Danny Boyle, que prometeu para 2010 um filme chamado “127 horas”, em que narra a aventura de Aron tal como descrita no livro “Between a Rock and a Hard Place” (ISBN 0-7434-9281-1), publicado pela Atria Books em 2004 e ainda sem tradução para o português brasileiro. Ou, para ver o próprio Aron descrevendo como conseguiu amputar o braço, vale conferir o bizarro vídeo no fim desse post: Leia Mais »
Dessa eu falo com propriedade. Comprei uma GoPro Hero Wide (a versão anterior a HD) há alguns meses, logo antes de viajar para Bariloche. Quem me conhece sabe que não sou o cara mais equilibrado (no sentido físico mesmo, não emocional) do mundo. Cair e esbarrar pra mim são uma rotina, principalmente quando faço algo que nunca fiz antes, que foi o caso do Snowboard. A câmera sobreviveu ilesa a dez dias intensos de snowboard, que deixaram pranchas e ombros quebrados.
E saiu agora a versão HD, alta-definição, da mesma câmera. O site Gizmodo fez um review do brinquedinho e o resultado não poderia ser outro: ADORARAM!
A câmera é realmente muito bacana. A qualidade de vídeo é boa, a bateria dura bastante (de lítium), é fácil de usar e à prova d’água! Pode submergir até 30 metros! Minha única reclamação é em relação ao som. Estando dentro do case, o captação de som é bem fraca. Vozes são impossíves de ouvir, mas os ruídos da suas quedas ficarão bem claros, não se preocupe.