por admin em 11 Dec 11 às 01:58
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por admin em 13 Nov 11 às 01:58
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por Mateus em 31 Oct 11 às 10:30
Deixe seu comentário / Arquivado em: América Latina, Bogotá, Colômbia, Relatos, Viagens
Não se assuste se seus ouvidos não se acostumarem, mesmo depois de muito escutar: “a la orden“.
(E não fui só eu quem notou esse constante apelo, veja)
Em tempos de tanta insensibilidade, é comum que não estejamos mais acostumados com tanto “serviço”. E a Colômbia é mesmo um verdadeiro retiro para nos reacostumarmos à amabilidade e aos bons serviços. Mas exige o desafio constante de se desapegar de um certo “individualismo”. Há sempre alguém lhe chamando para fora de si-mesmo: – “¡a la orden!”
É claro que, antes da partida, ouvi por diversas vezes: “Colômbia? O que é que você vai fazer por lá?! É perigoso…”.
Realmente, é perigoso. E o maior perigo da atual Colômbia é não querer ir embora.
Sem saber de nada disso, embarquei de Brasília pra Bogotá no dia 04 de setembro. E, por um acaso que o destino quis me reservar, o bilhete em classe executiva me saia como o bilhete em classe econômica: que dúvida!
O vôo saiu as 9h da manhã e, depois de uma escala em Guarulhos, chegou às 16h em Bogotá. A viagem em classe executiva faz esse trajeto ser muito, muito rápido. Mas foi o suficiente para eu provar de todas as iguarias e bebidas à bordo. O taxista no aeroporto, portanto, só conseguiu me levar para um hotel próximo (por COP 19 k = R$ 17,00), chamado “A Bogotá on Holidays“. Me pareceu perfeito (e me custou COP 90 k = R$ 85 a diária)!
Dica: troque pouco dinheiro no aeroporto! Na cidade há muitas casas de câmbio e, é claro, a conversão é geralmente mais favorável do que no aeroporto. (ah, somente as casa de câmbio do banco do Estado cobram taxas).
A chegada em Bogotá é fria, apesar de tudo: da gente, da boa comida, do sorriso fácil que volta-e-meia alguém lhe oferece.
A temperatura média está entre os 12-15 °C e é quase sempre úmido. Afinal, a cidade está localizada próxima ao equador e a 2.600m do nível médio do mar!
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Vista da Cordilheira Andina colombiana
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Estufas de rosas colombianas
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Aterrissagem no Aeroporto El Dorado
Bem, eu tinha 15 dias pela frente.
E minha volta seria por Caracas, na Venezuela, por estar mais próxima de Cartagena (uns 200km a menos). E também porque era pra onde minha bússola apontava – muito acertadamente – antes mesmo de eu aterrissar na Colômbia.
Ou seja, seriam 1.100 km por terra (passando por Medellín, pra aproveitar!), entre Bogotá e Cartagena.
E de Cartagena até Caracas seriam outros 940 km (passando por Santa Marta). Teria então umas boas horas conhecendo o interior do país.
Mas eu estava relativamente embriagado pela “estafante” rotina da classe executiva. Tive de esperar o dia seguinte raiar pra pôr o pé na estrada…a começar por Bogotá.
Ainda nessa noite, no entanto, já tive as primeiras experiências “surpresas” que tanto me atraem em viagens assim. Depois de deixar as malas no quarto, sai para jantar.
Rodei o quarteirão e nada me parecia apetitoso (e, por ser vegetariano, os churrasquinhos de esquina não me agradaram em nada!).
Perguntei em uma panaderia se havia algum restaurante por perto, aberto àquelas horas (já era por volta das 21h).
A simpática garçonete me apontou uma portinha do outro lado da rua.
Não me lembro do nome do restaurante, mas sei que era uma mistura de pizzaria com fã clube do time de futebol local.
Novamente uma moça veio em meu socorro e, quando lhe expliquei que não comia carne, me sugeriu um caldo.
- Bem, e de que pode ser o caldo?
- Ah, de cebola. Acho que é a única coisa que temos.
- E tem champignon?
- Sim. Quer um caldo de cogumelos então?
- Excelente!
- Bem, vou tentar fazer. Porque realmente nunca fiz sopa de cogumelos…
Nesta hora, abre-se um sorriso e aguarda-se, com uma mistura de leve curiosidade e alguma preocupação.
- E para beber?
- Você tem suco que de quê?
- Guanábana, pode ser?
Ai, ai…outra experiência: – Claro, porque não.
- Mas, o que é mesmo Guanábana?
E então a moça me trouxe, in natura, uns pedacinhos da fruta. De longe, parecia Jaca. Mas, ao colocar na boca: hum, delícia de Graviola! É claro que pode trazer um suco de Guanábana. E lhe expliquei o nome em português, que ela achou, é claro, bem curioso.
Logo em seguida, enquanto o primeiro caldo de cogumelos da vida da moça estava sendo cuidadosamente preparado, eis que ela me aparece com uma entrada: palomitas!
Sim! Isso mesmo! Fui agraciado com um prato (raso) cheio de pipocas frias e salgadas!
Mas o melhor de tudo isso, além da gentileza e disponibilidade da moça do restaurante, foi pagar só COP 5 k (R$ 4,50) pelo jantar, com direito a entrada, sopa com pão e suco de graviola. O jantar mais barato de toda a viagem, diga-se de passagem…
Tags: Relatos
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por Mateus em 30 Oct 11 às 18:13
Deixe seu comentário / Arquivado em: Brasil, Curiosidades, Rapidinha
Outro dia, lendo a revista Almanaque Brasil n. 149, me deparei com um curiosidade que me chamou a atenção.
Sei que o Brasil tem uma certa tradição marítima. E não podia ser diferente, com o tamanho de nossa costa (são 7.408 km, que aumenta para 9.198 km se consideramos as saliências e as reentrâncias do litoral).
Mas também sei que, apesar de termos 16 medalhas olímpicas na vela, Inglaterra (1 barco/66 habitantes), EUA (1 barco/18 habitantes) e Nova Zelândia (1 barco/8 habitantes) são países muito mais tradicionais para os esportes náuticos. O Brasil tem (só?) 1 barco para cada 3.600 habitantes – ou seja, um enorme potencial de mercado náutico e de desenvolvimento de marinas!
Mesmo assim, vejam só a surpresa apresentada pelos jornalistas Heitor e Silvia Reali (e confirmadas aqui pelo projeto Barcos do Brasil):
[...] os barcos brasileiros são um patrimônio naval e histórico notável, com a maior variedade de barcos tradicionais do planeta. Existem cerca de 200 tipos de embarcações utilizadas por populações costeiras e ribeirinhas, barcos que navegam em ambientes lacustres, fluviais e marítimos, para andar pra lá e pra cá, pescar, acompanhar casamentos, festas e procissões. Os barcos tiveram influências indígenas, africanas, ibéricas, mediterrâneas, norte-europeias e até mesmo orientais. A canoa baiana, por exemplo, tem casco com desenho indígena e africano, quilha holandesa e o mesmo tipo de vela utilizadas nas caravelas portuguesas. Tava pensando que a mistura por aqui foi só de gente?
Não é incrível?
Fica aí a dica para meu amigo e co-editor do blog O Aventureiro, Diogo André, que anda aficionado por barcos e velas…

Diogo no timão do Green Dragon
Tags: barcos• historia• Rapidinha• regata• revistas• Tradições• vela
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por Mateus em 26 Oct 11 às 16:05
1 Comentário / Arquivado em: Aventureir@s, Eventos, Livros, Notícias, Viagens

Para os aventureiros e aventureiras de plantão uma boa viagem é sempre a próxima. E a melhor viagem foi sempre a última.
Mas há algumas viagens “especiais” que giram em torno do imaginário de todx viajante: arrumar a mochila e partir rumo ao desconhecido, sem rota, sem roteiro, sem passagem de volta. E se isso for feito com calma, de carro, de bike ou à pé, então a viagem se transforma numa verdadeira aventura.
Sozinho ou acompanhado, todx viajante tem sempre seu momento “solitárix”, em que elx se depara consigo mesmx. Afinal, toda viagem é também pra dentro de si. Daí que compartilhar a narrativa desses momentos não é somente um privilégio para quem conta, mas também para quem ouve as histórias – histórias dos nossos próprios pedaços, que estão a viajar por aí.
Pois foi mais ou menos isso que o Antonio Lino fez durante 1 ano e três meses: se montou numa kombi e foi-se. Encaramujado, como ele gosta de dizer.
E, com seu estilo mais do que peculiar, entre a prosa fácil e a poesia discreta, com pitadas de invenção em cada adjetivo substantivado, ele faz mais do que “capturar o momento” em suas histórias: pra mim, o que ele faz é “libertar a sensação do momento” para dentro do texto, como se ao acrescentar palavras na poção mágica da história, aumentasse seu sabor, seu aroma, sua cor e, inclusive, dando-lhe texturas que surpreendem quem acha que os líquidos e voláteis textos não podem ser “sentidos” bem aí, na pele.
Se a coisa que mais anima xs aventureirxs é ter uma aventura pela frente, o mesmo se passa com as histórias. As histórias contadas sobre aventuras passadas não servem só de inspiração: convertem-se em plenas viagens, como se xs viajantes partilhassem de algum espírito em comum, de alguma conexão simultânea que xs faz “respirar” cada sufoco e cada suspiro.
Quer embarcar na concha de caramujo que acompanhou e serviu o Antônio por esses 15 meses?
Bem, o Antonio vai celebrar a publicação do seu livro “Encaramujado: uma viagem de Kombi pelo Brasil (e pelos cafundós de mim)” no dia 29/outubro/2011, sábado, às 14h, no restaurante com-nome-mais-do-adequado “Nakombi“: Rua Pequetita, 170, Vila Olímpia, São Paulo/SP. Veja o convite (e compre o livro aqui!):
Acostumado com certas liberdades, decidi fazer tudo por conta própria. O livro saiu na raça, sem editora. A partir de agora, só não sou independente de vocês: a força dos amigos será fundamental na divulgação. Vocês me ajudam?
Venham de turma pro lançamento. E espalhem o site: www.encaramujado.com.br. O livro já está à venda pela Internet.
Estão todos convidados. E vamos juntos: que a minha Kombi (agora no papel) está pronta pra rodar de novo por aí.
E aí? Partiu?!

Tags: Antonio Lino• aventura• blogs• carros
1 Comentário |
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por admin em 16 Oct 11 às 01:58
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por admin em 25 Sep 11 às 01:58
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por admin em 14 Aug 11 às 01:58
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por Mateus em 8 Aug 11 às 17:36
Deixe seu comentário / Arquivado em: Aniversários, Notícias, O Aventureiro, Rapidinha

Essa lance de datas comemorativas no calendário é mesmo uma coisa estranha. Às vezes tão importantes, outras vezes simplesmente passam, em brancas nuvens…
Foi na data de hoje, 08 de agosto, que agora cai em plena segunda-feira, com o dia corrido e cheio de tarefas pendentes, que publicamos o primeiro post dO Aventureiro.
Em 2008, a data de 08 de agosto caiu numa ensolarada sexta-feira, cheia de promessas, com aquela brisa gostosa que prepara e embala o final de semana.
Mas os anos passam, e com eles se vai também esse frescor dos primeiros dias, esse calor que anima os primeiros posts, essa emoção excitante de começar algo novo. E aí os posts começar a rarear, como às vezes acontece com os cabelos, com as ideias e com os sonhos.
Celebrar o quê, então? – dirão alguns.
Quem sabe nesse triênio não possamos celebrar o que ainda está por vir?! Afinal, se em 2010 foi o tempo de co-memorar e lembrar do ano que havia passado para O Aventureiro, em 2011 me parece mais produtivo pensar em tudo o que ainda poderemos fazer e postar por aqui.
Quem sabe não consigo partir logo pra Colômbia e posto aqui as dicas de um trajeto feito entre Bogotá-Medellín-Cartagena de ônibus?
Quem sabe não retomo as minhas anotações das duas viagens feitas para Córdoba, na Argentina, e escrevo algumas dicas para quem vai visitar a charmosa cidade?
Quem sabe não nos entusiasmamos logo com os relatos do Altamiro e conseguimos re-publicar algumas das várias aventuras que ele, sistematicamente, posta no seu inquieto blog “Impressões Amazônicas” (que deve mesmo ser rebatizado, pois há impressões de vários outros cantos do mundo)?
Quem sabe não preparamos o sorteio – há muito pretendido – de um “diário de bordo” (ou “caderno de campo”, se preferir), que ganhamos há tempos atrás dAs Papeleiras?
Quem sabe não voltamos a contactar amigos aventureiros, para que retomem seus relatos – depois de merecidas férias?
Quem sabe conseguimos, mais uma vez, apreciar este amplo exercício de liberdade que é ter e manter um blog?
Vida longa ao blog O Aventureiro!

Uma retrospectiva do terceiro ano, em nuvem
Tags: historia• Oblog
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