Argentina

No impact woman – parte 2

por Mateus em 28 Nov 09 às 15:01

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Na parte 1 deste post, explicamos de onde surgiu a idéia maluca bacana da Vanessa de tentar tornar suas práticas cotidianas um pouco (mais?) sustentáveis…
Veja agora como foram os 3 primeiros e intermináveis dias da nossa “no impact woman”!

Ecofriendly, Ecofail

por Vanessa Mathias

1º dia – Segunda-feira
Um ser superior

Acordei empolgada com a idéia, que nem no primeiro dia de regime, que você come alface no café da manhã. Guardei a chave do carro. Que ônibus que nada, caminhada! Super ecológico. Foi divertido caminhar ao lado do parque Ibirapuera, nem tanto engolir fumaça na São Gabriel, mas o planeta merece. Logo descobri que demoro tanto chegando a pé quanto de carro, vejam só. Menos gasolina. E calorias.

No escritório, minha primeira dose de café – achei uma caneca feia, da empresa de seguros, no armário. A descoberta de como tirar café da máquina, sem cair o copinho, deveria me dar direito a um diploma de engenharia [ei, eu não consigo instalar um DVD, mereço o mérito].

Passei o dia sem imprimir uma folha sequer. O relatório de 100 páginas revisei na tela mesmo. Demorou umas 2 horas a mais [damn emails, facebook e MSN], mas saiu. Em algum lugar do mundo, uma árvore sorriu.

Supermercado à noite. Desfilando com minha linda ecobag preta, de mais de um ano de idade e segundo dia de uso, olhei com ar superior para todos demais clientes consumidores de malignas sacolas de plástico.

Verduras orgânicas e xampu ecológico, que não é testado em animais. Na área de frios, solicitei para tirar a bandejinha de isopor. O moço me olhou com cara de cuméquié. Expliquei, pacientemente:
- Veja bem, Sr. seu Zé, que isopor na natureza demora mais de 930 anos para se deteriorar, por isso é melhor não utilizarmos sempre que for possível.
[Não, eu não sei quantos anos se deterioram isopores, mas achei um bom chute e o Sr. Seu Zé também achou, pareceu.] Coloquei o queijo e peito de peru bamboleando dentro do carrinho.

Dúvida surgiu na garrafa de água: PET deve estar errado. Acho até descobrir o que fazer, vou ter que tomar a água ligeiramente amarelada da torneira de casa.

Nota mental ao chegar em casa: comprar uma ecobag cuja alça não estoure nas duas quadras caminhando de volta. Graças a deus, todos meus produtos amigos-de-bichinhos continuam intactos.

2º dia – Terça-feira
Ecofail Leia Mais »

No impact woman – parte 1

por Mateus em 25 Nov 09 às 17:03

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Há tempos publicamos um post sobre o projeto No Impact Man intitulado “Viver sem impacto é possível?“. O assunto pareceu sério demais e ainda distante da nossa realidade, do dia-a-dia das pessoas nem-tão-sustentáveis-assim… O desafio era achar alguém que topasse falar sobre suas tentativas de melhorar seu “coeficiente pessoal verde”.

Passando pelo blog da Lalai, cheguei ao post da Vanessa, que é membro do CouchSurfing (assim como eu). Além das pequenas coincidências, achei o texto um bom exemplo para satisfazer essa busca. E aproveito para re-editar o longo post, agora separado por dias, como um diário aventureiro de uma “proto-ecofriendly“… Divirtam-se!

Ecofriendly, Ecofail

por Vanessa Mathias

Nunca me considerei exatamente uma ameaça ao meio ambiente. Ah, separo minhas latinhas das outras coisas, não jogo lixo na praia, e fico comovida de verdade olhando ursinhos-polar bebês no Discovery agonizando porque a casinha deles está derretendo e tal. A consciência começou a apertar mais ultimamente. Iniciou-se a saga em um churrasco que organizei outro dia, no qual participarem um casal de homo sapiens ambientalicius (aquelas colegas que tem casa ecológica com energia solar e tudo mais) – que apontaram, desapontados, minha incauta escolha de talheres, copos e pratos: descartáveis.

Como tais convidados não eram exatamente íntimos, achei de bom tom não sugerir que eles limpassem os práticos utensílios e cinzeiros com a língua – fazendo o favor. Superior, iniciei uma ardente discussão sobre as dificuldades de ser ecofriendly na “vida real”, como moradores da cidade grande, cujo edifício não tem coleta seletiva, a máquina de café do escritório já sai com copinho e que não são legítimos proprietários de 50 conjuntos de pratos e talheres à disposição nos seus churrascos.

Comentaram-nos, tais elucidados, que todos nós temos a responsabilidade por mudar as pequenas decisões do dia-a-dia e consumir de forma consciente, já que o fardo da saúde do planeta está nas nossas costas. Ou seja, me chamaram basicamente de assassina-de-ursos-polar-bebês. Culpada, resolvi assumir um desafio: tentar por 7 dias uma vida ecofriendly e relatar para eles minhas descobertas e incautos.

E a seguir, a saga de uma garota normal da cidade de São Paulo. Quais as dificuldades atuais da vida ecologicamente correta? Como mudar seus hábitos em poucos dias? Veja após os comerciais

Coisa de Mulungo

por Mateus em 24 Nov 09 às 16:31

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Futebol em Moçambique

Futebol em Moçambique

Achávamos que a série Luiz Log havia terminado no último post, intitulado “Coisa de Mulandi” – não porque os relatos houvessem acabado ali, mas porque a história estava mesmo incompleta, aguardando um tempo mais tranqüilo na agenda do Luiz para que ele continuasse as memórias. Mas não é que acabamos de descobrir mais um relato, perdido entre restos arqueológicos de O Aventureiro? Leia mais esse achado do aventureiro que estava entre a savana e os alpes…
Se você quer ver todos os posts da série, clique aqui.

Aí chegam os mulungos para bagunçar o coreto. Isso mesmo: em Moçambique eu sou muLungo, e os negros são mulandi. Isso em changana (“dialeto” local), pois em muitos outros países se diz muZungo. E tem muita coisa de mulungo por lá… Leia Mais »

Entre a pedra e o pulso

por Mateus em 9 Nov 09 às 01:35

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PÂNICO: Aron filma a si próprio no local do acidente

PÂNICO: Aron filma a si próprio no local do acidente

Aventureiros e aventureiras que gostam de boas leituras provavelmente já conhecem a revista “Go Outside”, filha da antiga norte-americana “Ouside”. Durante o já distante ano de 2006, esta revista republicou uma série de “matérias antológicas publicadas ao longo dos 30 anos” da revista-mãe. Uma delas realmente me surpreendeu, tanto pelo poético título “No meio do caminho tinha uma pedra“, quanto pela chamada:

O perrengue pelo qual passou o norteamericano Aron Ralston quando teve seu braço esmagado por uma pedra dentro de um cânion remoto.

Aron Lee Ralston

Aron Lee Ralston

Resolvi começar a ler, ainda incrédulo, e aproveito para republicar alguns dos trechos que mais me chamaram a atenção (na ordem em que aparecem no relato original).

Pra quem quiser checar outras informações, talvez valha esperar pelo filme do diretor Danny Boyle, que prometeu para 2010 um filme chamado “127 horas”, em que narra a aventura de Aron tal como descrita no livro “Between a Rock and a Hard Place” (ISBN 0-7434-9281-1), publicado pela Atria Books em 2004 e ainda sem tradução para o português brasileiro. Ou, para ver o próprio Aron descrevendo como conseguiu amputar o braço, vale conferir o bizarro vídeo no fim desse post: Leia Mais »

GoPro Hero HD – A câmera que aguenta tudo!

por Diogo André em 5 Nov 09 às 10:01

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GoPro Hero HD foto: gizmodo.com

Dessa eu falo com propriedade. Comprei uma GoPro Hero Wide (a versão anterior a HD) há alguns meses, logo antes de viajar para Bariloche. Quem me conhece sabe que não sou o cara mais equilibrado (no sentido físico mesmo, não emocional) do mundo. Cair e esbarrar pra mim são uma rotina, principalmente quando faço algo que nunca fiz antes, que foi o caso do Snowboard. A câmera sobreviveu ilesa a dez dias intensos de snowboard, que deixaram pranchas e ombros quebrados.

E saiu agora a versão HD, alta-definição, da mesma câmera. O site Gizmodo fez um review do brinquedinho e o resultado não poderia ser outro: ADORARAM!

A câmera é realmente muito bacana. A qualidade de vídeo é boa, a bateria dura bastante (de lítium), é fácil de usar e à prova d’água! Pode submergir até 30 metros! Minha única reclamação é em relação ao som. Estando dentro do case, o captação de som é bem fraca. Vozes são impossíves de ouvir, mas os ruídos da suas quedas ficarão bem claros, não se preocupe.

VOR – Spanish Castle to White Night

por Diogo André em 5 Nov 09 às 09:46

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0_multimedia_book_cover10_636x363Meses depois de terminada a Volvo Ocean Race, sai agora o livro oficial da regata. Escrito por Mark Chisnell, que durante a corrida escrevia artigos diários sobre os últimos acontecimentos, o Ten Zulu Report.

O autor além de um bom escritor é também um excelente velejador, campeão do mundo algumas vezes e já participou de seis America’s Cup.  O livro também conta com fotos impressionantes! O bacana é que não é só um daqueles livros bonitos para manter na mesinha de centro, ele também conta a fantástica história da regata e dos seus velejadores.

Um dos capítulos do livro está disponível para leitura on-line, confira! E tente não se assustar com a cara de Torben Grael, que estampa a capa do livro.

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