No último post, estávamos saindo de Ouro Preto em direção a Congonhas, “a cidade dos profetas“. Depois de alguma confusão para tomar o rumo certo, finalmente acertamos a estrada e chegamos em nosso destino por volta das 18h30.
Fomos direto para a Basílica do Bom Jesus do Matosinhos, é claro. Infelizmente, o Santuário (que compreende a Basílica e as capelas com as obras sobre a Via Crucis, esculpidas pelo mestre Aleijadinho e pintadas pelo mestre Ataíde) fecha, estranhamente, às 18h45… portanto, tínhamos 15 minutos para visitar o grande e bonito museu aberto.
A cidade de Congonhas é mundialmente conhecida exatamente por este “museu a céu aberto”. Tanto que foi declarada patrimônio histórico nacional já em 1939, e teve seu reconhecimento internacional em 1985, quando a UNESCOdeclarou o conjunto do Santuário como Patrimônio Cultural da Humanidade.
Como o objetivo de passar por Congonhas, em direção a Tiradentes e São João Del Rei, era justamente conhecer os monumentos, resolvemos pernoitar na cidade. E foi uma noite bonita, pois além da Basílica, vale a pena conhecer o prédio ao lado, conhecido como Romaria. Todo ano, entre 7 e 14 de setembro, 5 milhões (isso mesmo!) de “romeiros” se encontram neste local. Bem…alguma coisa de especial deveria ter por ali, né?
Depois da interrupção abruta do passeio pelo segurança sem qualquer compaixão, fomos buscar hospedagem no hotel em frente à Basílica, na esperança de conhecê-la melhor no dia seguinte. Nome do hotel-restaurante: Cova do Daniel. Tudo aqui, aliás, é “profético”. O hotel é barulhento e simples, mas a Andréia, gentil gerente do hotel, nos cobrou “só” R$ 70,00 para dormir no quarto com vista para as montanhas! A vista para a Basílica é mais caro, claro! (mas recomendo a pechincha. A vista das montanhas é linda!)
Se esse já é um bom motivo pra ir, leia o relato e descubra outros!
No último relato, estávamos saindo da cidade de Diamantina rumo à cidade de Ouro Preto. Ou seja, percorremos o primeiro longo trecho pela Estrada Real, até sua bifurcação que dará origem aos caminhos conhecidos como “Caminho Velho” (que vai até Paraty) e “Caminho Novo” (que vai até a cidade do Rio de Janeiro). Dessa vez, seguiremos pelo primeiro: “com muitas histórias para contar, o Caminho Velho foi a primeira via aberta oficialmente pela Coroa Portuguesa para o tráfego entre o litoral fluminense e a região mineradora”, nos informa o site oficial da ER.
A chegada em Ouro Preto dá o tom da cidade: ruas estreitas, movimentadas, e muitas ladeiras. Fora isso, um espetáculo com suas luzes verdes nos monumentos barrocos – igrejas, em sua maioria.
Ficamos na pousada Tiradentes (veja detalhes abaixo, em “Serviço”), no largo que lembra a memória do principal e mais famoso ativista da Inconfidência, alí dependurado já morto e esquartejado, bem ao lado do Museu da Inconfidência. É uma boa hospedagem. Fomos recebidos pelo simpático e atencioso Beto e passamos a noite por R$ 80,00, bem no centro agitado da cidade: o que pareceu bom depois de um longo dia de trilhas.
O jantar foi no restaurante bem ao lado da pousada. Tomamos um caldo bem caro no “Caldo de Minas”, mas valeu o conforto de não ter de entrar novamente no carro enlameado… E só por isso! Amanhã é dia de mais ER…
O destino do terceiro dia é a cidade de Congonhas, mas é claro que não poderíamos deixar de visitar a histórica “Vila Rica” de Ouro Preto… Por isso deixamos boa parte do dia reservada aos passeios turísticos e resolvemos percorrer o trecho de pouco mais de 50 Km até Congonhas somente no fim do dia.
O primeiro dia da viagem foi praticamente de deslocamento, a partir de Brasília, até o início da Estrada Real (na verdade, o “marco zero” da Estrada Real não fica em Dimantina, como poderíamos supor, mas num pequeno trecho entre São João del-Rei e Tiradentes. Mas isso será assunto para um próximo relato). Assim, na manhã do dia 26/12 realmente iniciamos as Aventuras na Real.
Acordamos às 9h e fomos tomar o café-da-manhã – mas, infelizmente, não havia pão de queijo… Visitamos rapidamente a cidade de diamantina. Vale um dia de visita! Cidade bonita, como as velhas cidades do interior. O Mercado Central está recuperado, assim como a Casa da Glória, com seu bonito passadiço azul. Atualmente, a casa é cuidada pela UFMG, abrigando um centro de pesquisas geológicas. O pequeno museu conta a história de sua antiga fundação. (Veja as fotos no post anterior)
Um pulo para fora da cidade, até o Caminho dos Escravos – leia-se “feito por” escravos, que levaram as milhares de pedras morro acima, para facilitar os deslocamentos dos tropeiros – compensa pela bela vista da Serra do Espinhaço (a única cordilheira brasileira e a sétima reserva da biosfera nacional, criada em 2005). Aliás, este nome – bela vista – é muito recorrente por aqui. E muito justamente.
Peguamos o Guia da Estrada Real no ponto de informações turísticas de Diamantina, com a Carla, uma estagiária subversiva simpática que ainda nos presenteou com 2 mapas (particulares) do caminho. Pois é! Não havia mapas e informações oficiais sobre a ER no local… Aliás, apesar de bem sinalizada, a ER ainda é um mistério para os locais. Parece que ninguém nunca mais passou por lá, desde os tempos do ouro e do diamante.
Desde os tempos do Brasil Colônia, ou seja, desde o século XVII, a Estrada Real povoa o imaginário de aventureiros e desbravadores. Criada como única rota legalizada de acesso entre as ricas cidades de Diamantina e Ouro Preto, em Minas Gerais, e as importantes cidades de Paraty e Rio de Janeiro – à época, a capital da colônia portuguesa – a Estrada Real se divide, na verdade, em pelo menos três caminhos, batizados de Rota dos Diamantes, Caminho Velho e Caminho Novo.
Naquela época, entre os séculos XVII e XVIII, a criação de estradas era tarefa exclusiva da coroa portuguesa, de forma que era proibido fazer circular mercadorias – e, principalmente, o ouro e os diamantes encontrados em Minas Gerais – fora das rotas “oficiais” determinadas. Dessa forma, o projeto turístico “Estrada Real” tenta resgatar a importância histórica e comercial (e turística, claro!) desses caminhos, revalorizandos as cidades cortadas por eles e, esperamos, criando novas aventuras para mochileiros e mochileiras de plantão.
E não é que vale a pena!?
A cada dia publicaremos no blog O Aventureiro o relato de um dia da viagem, com informações, mapas e histórias sobre o trecho percorrido.
Confira o relato do primeiro dia… Leia Mais »
Os editores do blog O Aventureiro ficaram um bom tempo sem postar nada pois estávamos de férias… Sim! Blogueiro também tira férias, né?
Bem, o lance é que, apesar das férias (e até mesmo por causa delas, é claro), tivemos uns bons meses de aventuras. E, portanto, novos relatos estão fresquinhos, aguardando publicação.
Logo, logo esperem por matérias sobre a Estrada Real – um antigo caminho que ligava as cidades de Diamantina/MG e Rio de Janeiro/RJ, passando por Ouro Preto/MG, e permitia escoar a produção de ouro e diamante do Brasil para Portugal – e também sobre Mambaí/GO, um pequeno paraíso perdido e escondido entre a Serra Geral/BA e a APA (Área de Proteção Ambiental) Nascentes do Rio Vermelho.
A primeira aventura trata do percurso de mais de 1.600 Km pela Estrada Real, que foi feito em 5 dias de trilhas enlameadas e com lindas paisagens, num período chuvoso mas com dias ensolarados. Partimos de Brasília/DF rumo ao Rio de Janeiro/RJ e, depois, seguimos ainda até Itaúnas/ES. Foram, no total, 15 dias de uma aventura que só se faz num bom jipe e com algum sossego.
Na segunda viagem, fomos até Mambaí/GO (14°30″ S, 46°05″ W) explorar um turismo nascente e crescente, em uma das mais ricas e inexploradas regiões do país. Visitamos apenas 4 das quase 190 grutas, lapas e cavernas da região, além de algumas cachoeiras e vários quilômetros de trilhas. Conhecemos o lendário Emílio, que teve a honra de dar nome a grande maioria desses atrativos naturais e que, há mais de 25 anos, explora a região mapeando cavernas e guiando grupos de espeleólogos, geógrafos e visitantes.
E aí, ansiosxs pra ver o que rolou no blog O Aventureiro durante as férias? Comente aí!
Antes de começar os relatos, porém, algumas fotos… Leia Mais »
Foi hoje a largada da primeira ‘especial’ do Rally , o rally de verdade por assim dizer. Ontem aconteceu a tomada de posições, que é uma corrida dentro de um circuito fechado, ondem quem anda mais rápido sai na frente no dia seguinte. Li em algum lugar que no Super Prime, como chamam a toma de tempo, não dá pra ganhar nenhuma corrida, mas dá pra perder.
O Rally dos Sertões, em sua 17a edição, deu o ponta-pé inicial para a destruição preparação do terreno: o Briefing Oficial que prepara equipes e pilotos, com comentários sobre o roteiro e com algumas dicas para a prova será hoje. A largada do Rally Internacional dos Sertões será dia 23 de junho, em Goiânia (GO). Para mais informações, consulte o site do evento. Leia Mais »
Quem gosta de 4×4 no Brasil já ouviu falar da rodovia Transamazônica. Não precisa nem saber muitos detalhes sobre ela pra já imaginar o tamanho da encrenca. Uma estrada no meio da floresta amazônica não pode ser boa coisa. Além disso, de vez em quando um programa de televisão faz uma reportagem mostrando o estado precário permanente da estrada.
Percorrer a transamazônica é uma vontade de 10 entre 10 jipeiros. Poucos concretizam projeto, não pela dificuldade do trajeto (na verdade um atrativo), mas por coisas da vida mesmo, tempo, dinheiro, e etc.
Mas todo ano escuto falar de pelo menos uma expedição dessas. Esse ano não foi diferente. Um grupo de jipeiros se reuniu para percorrer os 3104 Km que separam Cuiabá, no Mato Grosso, e Manaus, no estado do Amazonas
O Dakar é a maior, mais desafiadora, mais emocionante e mais perigosa prova off-road do mundo. Pilotos, navegadores e máquinas são constantemente colocados à prova nos enormes desafios impostos pela competição.
Neste ano, um piloto já perdeu a vida. Outra está em coma. E não sei mais quantos tiveram lesões.
Apesar disso, o vídeo oficial do Dakar faz parecer que tudo é muito tranquilo. Que os carros tem ar-condicionado, que os pilotos das motos não ficam engolindo areia, que nada mais é do que um passeio no fim de semana.
No vídeo acima, a música nos faz relaxar, sentir confortáveis. E a voz da locutora mais parece a da Super Nanny.
Dia 3 de Janeiro. Essa é a data de largada do Dakar 2009, em Buenos Aires. Exatos 15 dias. A maioria dos competiroes é da Europa, então chegou a hora de embarcar os carros, caminhões e motocicletas para a Argentina.
As imagens não deixam dúvida de que a logistica envolvida é enorme, Confiram: Leia Mais »