Se esse já é um bom motivo pra ir, leia o relato e descubra outros!
No último relato, estávamos saindo da cidade de Diamantina rumo à cidade de Ouro Preto. Ou seja, percorremos o primeiro longo trecho pela Estrada Real, até sua bifurcação que dará origem aos caminhos conhecidos como “Caminho Velho” (que vai até Paraty) e “Caminho Novo” (que vai até a cidade do Rio de Janeiro). Dessa vez, seguiremos pelo primeiro: “com muitas histórias para contar, o Caminho Velho foi a primeira via aberta oficialmente pela Coroa Portuguesa para o tráfego entre o litoral fluminense e a região mineradora”, nos informa o site oficial da ER.
A chegada em Ouro Preto dá o tom da cidade: ruas estreitas, movimentadas, e muitas ladeiras. Fora isso, um espetáculo com suas luzes verdes nos monumentos barrocos – igrejas, em sua maioria.
Ficamos na pousada Tiradentes (veja detalhes abaixo, em “Serviço”), no largo que lembra a memória do principal e mais famoso ativista da Inconfidência, alí dependurado já morto e esquartejado, bem ao lado do Museu da Inconfidência. É uma boa hospedagem. Fomos recebidos pelo simpático e atencioso Beto e passamos a noite por R$ 80,00, bem no centro agitado da cidade: o que pareceu bom depois de um longo dia de trilhas.
O jantar foi no restaurante bem ao lado da pousada. Tomamos um caldo bem caro no “Caldo de Minas”, mas valeu o conforto de não ter de entrar novamente no carro enlameado… E só por isso! Amanhã é dia de mais ER…
O destino do terceiro dia é a cidade de Congonhas, mas é claro que não poderíamos deixar de visitar a histórica “Vila Rica” de Ouro Preto… Por isso deixamos boa parte do dia reservada aos passeios turísticos e resolvemos percorrer o trecho de pouco mais de 50 Km até Congonhas somente no fim do dia.
O primeiro dia da viagem foi praticamente de deslocamento, a partir de Brasília, até o início da Estrada Real (na verdade, o “marco zero” da Estrada Real não fica em Dimantina, como poderíamos supor, mas num pequeno trecho entre São João del-Rei e Tiradentes. Mas isso será assunto para um próximo relato). Assim, na manhã do dia 26/12 realmente iniciamos as Aventuras na Real.
Acordamos às 9h e fomos tomar o café-da-manhã – mas, infelizmente, não havia pão de queijo… Visitamos rapidamente a cidade de diamantina. Vale um dia de visita! Cidade bonita, como as velhas cidades do interior. O Mercado Central está recuperado, assim como a Casa da Glória, com seu bonito passadiço azul. Atualmente, a casa é cuidada pela UFMG, abrigando um centro de pesquisas geológicas. O pequeno museu conta a história de sua antiga fundação. (Veja as fotos no post anterior)
Um pulo para fora da cidade, até o Caminho dos Escravos – leia-se “feito por” escravos, que levaram as milhares de pedras morro acima, para facilitar os deslocamentos dos tropeiros – compensa pela bela vista da Serra do Espinhaço (a única cordilheira brasileira e a sétima reserva da biosfera nacional, criada em 2005). Aliás, este nome – bela vista – é muito recorrente por aqui. E muito justamente.
Peguamos o Guia da Estrada Real no ponto de informações turísticas de Diamantina, com a Carla, uma estagiária subversiva simpática que ainda nos presenteou com 2 mapas (particulares) do caminho. Pois é! Não havia mapas e informações oficiais sobre a ER no local… Aliás, apesar de bem sinalizada, a ER ainda é um mistério para os locais. Parece que ninguém nunca mais passou por lá, desde os tempos do ouro e do diamante.
Desde os tempos do Brasil Colônia, ou seja, desde o século XVII, a Estrada Real povoa o imaginário de aventureiros e desbravadores. Criada como única rota legalizada de acesso entre as ricas cidades de Diamantina e Ouro Preto, em Minas Gerais, e as importantes cidades de Paraty e Rio de Janeiro – à época, a capital da colônia portuguesa – a Estrada Real se divide, na verdade, em pelo menos três caminhos, batizados de Rota dos Diamantes, Caminho Velho e Caminho Novo.
Naquela época, entre os séculos XVII e XVIII, a criação de estradas era tarefa exclusiva da coroa portuguesa, de forma que era proibido fazer circular mercadorias – e, principalmente, o ouro e os diamantes encontrados em Minas Gerais – fora das rotas “oficiais” determinadas. Dessa forma, o projeto turístico “Estrada Real” tenta resgatar a importância histórica e comercial (e turística, claro!) desses caminhos, revalorizandos as cidades cortadas por eles e, esperamos, criando novas aventuras para mochileiros e mochileiras de plantão.
E não é que vale a pena!?
A cada dia publicaremos no blog O Aventureiro o relato de um dia da viagem, com informações, mapas e histórias sobre o trecho percorrido.
Confira o relato do primeiro dia… Leia Mais »
Os editores do blog O Aventureiro ficaram um bom tempo sem postar nada pois estávamos de férias… Sim! Blogueiro também tira férias, né?
Bem, o lance é que, apesar das férias (e até mesmo por causa delas, é claro), tivemos uns bons meses de aventuras. E, portanto, novos relatos estão fresquinhos, aguardando publicação.
Logo, logo esperem por matérias sobre a Estrada Real – um antigo caminho que ligava as cidades de Diamantina/MG e Rio de Janeiro/RJ, passando por Ouro Preto/MG, e permitia escoar a produção de ouro e diamante do Brasil para Portugal – e também sobre Mambaí/GO, um pequeno paraíso perdido e escondido entre a Serra Geral/BA e a APA (Área de Proteção Ambiental) Nascentes do Rio Vermelho.
A primeira aventura trata do percurso de mais de 1.600 Km pela Estrada Real, que foi feito em 5 dias de trilhas enlameadas e com lindas paisagens, num período chuvoso mas com dias ensolarados. Partimos de Brasília/DF rumo ao Rio de Janeiro/RJ e, depois, seguimos ainda até Itaúnas/ES. Foram, no total, 15 dias de uma aventura que só se faz num bom jipe e com algum sossego.
Na segunda viagem, fomos até Mambaí/GO (14°30″ S, 46°05″ W) explorar um turismo nascente e crescente, em uma das mais ricas e inexploradas regiões do país. Visitamos apenas 4 das quase 190 grutas, lapas e cavernas da região, além de algumas cachoeiras e vários quilômetros de trilhas. Conhecemos o lendário Emílio, que teve a honra de dar nome a grande maioria desses atrativos naturais e que, há mais de 25 anos, explora a região mapeando cavernas e guiando grupos de espeleólogos, geógrafos e visitantes.
E aí, ansiosxs pra ver o que rolou no blog O Aventureiro durante as férias? Comente aí!
Antes de começar os relatos, porém, algumas fotos… Leia Mais »
Começa amanhã a maior corrida de aventura do Sul do Brasil! Baseado no município de Araranguá, no sul de Santa Catariana, o Desafio dos Bravos promete trazer muito aventura para essa região do Brasil, que é repleta de cânions e paisagens deslumbrantes.
Mas a belaza do local não vai tornar mais fácil a tarefa dos competidores, que foram divididos em duas categorias. A Expedição é a mais radical, e vai reunir 120 participantes em um percurso de 300km de muitas surpresas e desafios.
A categoria Aventura é uma espécie de iniciação no esporte. O percurso é de apenas 50km, mas os desafios serão tão reais quando os da categoria principal.
Crianças também tem seu lugar garantido no evento, com uma mini-corrida de aventura, a Xokleng Kids, que é uma espécie de caça ao tesouro.
O evento promete, e nós estaremos torcendo para que tudo dê certo!
Pouco antes do meio-dia foi a vez do barco Jamaica Lighting Bolt – clara referência ao velocista Usain Bolt – chegar ao Rio. Os tripulantes do barco Jamaicano foram os que chegaram com mais estilo, todos uniformizados e com pequenas bandeiras da Jamaica pintadas nos rosto.
Rolou até uma comemoração no estilo Usain Bolt, dá só uma olhada: Leia Mais »
O vídeo acima mostra a comemoração do time da Austrália ao chegar ao Rio de Janeiro. Pode não parecer muita coisa, mas depois de de 28 dias no mar, é coisa pra caramba!
Oito horas depois do primeiro colocado, o Spirit of Australia acaba de aportar no Iate Clube do Rio de Janeiro. Com uma tripulação muito animada o barco australiano garantiu o segundo lugar no trecho e manteve o primeiro lugar geral da Regata, graças a passagem pelo portão de pontuação das Ilhas Canárias.
Seguimos aqui no ICRJ aguardando o próximo barco, Jamaica Lighting Bolt, que só deve chegar lá pelas 13h!
Em breve algumas fotos do interior dos barcos da Clipper, aguardem!
Esse é o último relato da Carla, que passou um mês viajando entre o Equador e o Peru. Aqui, acompanhamos uma aventura até o Caldeirão do Diabo!
No meu último relato falei do quanto era difícil sentar na frente do computador durante a viagem para contar a vocês minhas aventuras, mas driblar a correria de trabalhos e universidade tem sido absolutamente mais complicado!
Hoje faz exatamente um mês que cheguei em Brasília depois da minha viagem Equador/Peru… Voltar de viagem pra mim é sempre um pouco sofrido. Ter de me adaptar a rotina novamente, acalmar a vontade louca de continuar viajando. Mas foi ótimo chegar aqui e tomar um banho de boa música brasileira (perfeito para tirar um mês de salsa-a-todos-os-instantes do meu sistema!): uns forrózinhos bons, coco, samba,maracatu… hum! Delícia!
Compartilho com vocês um relato que escrevi ainda durante a viagem, em Baños, Equador. Se for pra falar de aventura, essa com certeza foi a maior aventura para mim durante essa viagem… Superação total! Fomos de bicicleta até o Pailon del Diablo (Caldeirão do Diabo). De BICICLETA! 20 km! Leia Mais »
Uma outra atração que está fazendo muito sucesso aqui é o tanque de mergulho. A Narwhal e a Scafo montou um tanque de mergulho con uns 3 metros de profundidade onde qualquer um pode dar uma de mergulhador. É uma instrução bem básica, mas quem foi garante que vale a pena! Fica aí uma foto e quando as coisas acalmarem foi fazer uma compilação dos vídeos que fiz, tem até filmagem embaixo d’água!