por Mateus em 9 Nov 09 às 01:35
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PÂNICO: Aron filma a si próprio no local do acidente
Aventureiros e aventureiras que gostam de boas leituras provavelmente já conhecem a revista “Go Outside”, filha da antiga norte-americana “Ouside”. Durante o já distante ano de 2006, esta revista republicou uma série de “matérias antológicas publicadas ao longo dos 30 anos” da revista-mãe. Uma delas realmente me surpreendeu, tanto pelo poético título “No meio do caminho tinha uma pedra“, quanto pela chamada:
O perrengue pelo qual passou o norteamericano Aron Ralston quando teve seu braço esmagado por uma pedra dentro de um cânion remoto.

Aron Lee Ralston
Resolvi começar a ler, ainda incrédulo, e aproveito para republicar alguns dos trechos que mais me chamaram a atenção (na ordem em que aparecem no relato original).
Pra quem quiser checar outras informações, talvez valha esperar pelo filme do diretor Danny Boyle, que prometeu para 2010 um filme chamado “127 horas”, em que narra a aventura de Aron tal como descrita no livro “Between a Rock and a Hard Place” (ISBN 0-7434-9281-1), publicado pela Atria Books em 2004 e ainda sem tradução para o português brasileiro. Ou, para ver o próprio Aron descrevendo como conseguiu amputar o braço, vale conferir o bizarro vídeo no fim desse post: Leia Mais »
por Mateus em 29 Sep 09 às 13:45
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Imagine que você mora no meio de São Paulo, num pequeno apartamento com sua companheira e uma filha de 2 anos de idade, no 9o andar, e decide não usar, por 1 ano inteiro, o elevador – nunca! E também nada de luz elétrica (e isso inclue a TV e os eletrodomésticos), nada de papel higiênico (sim, é isso mesmo!) e comida somente de produtores locais (que produzem a, no máximo, 400 km da sua casa).
Agora imagine que você trabalha a uns 10 km da sua casa e, durante 1 ano inteiro, vai de triciclo para o trabalho – e para todos os outros lugares, faça chuva ou faça sol. Nada mais de carros, motos, táxis, ônibus, trens ou metrô durante 365 dias.
Imagine ainda que todo o lixo que você consome a partir de agora não será arremessado para fora de sua casa – ele deverá ser reciclado, reutilizado ou colocado na composteira -, além é claro de ser reduzido ao mínimo: e, para isso, será necessário também deixar de fazer compras (de roupas, de comidas prontas, em restaurantes e cafés, em lojas) durante 1 ano.
Finalmente, imagine que com essa enorme redução de energia e de gastos com compras e com deslocamentos sobre um pouco mais dinheiro na sua conta (sim, ninguém falou pra parar de trabalhar!): agora pegue 10% de toda a sua renda e contribua com uma organização que realiza trabalhos socioambientais – para compensar o pouco impacto que você ainda gera.
Parece muito radical? Parece um absurdo? Parece impossível?
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por Mateus em 10 Apr 09 às 18:04
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Quer exercitar o desapego, a caridade e a boa-fé?
Quer ler livros novos sem gastar um tostão?
Quer se livrar daqueles livros que você já leu ou daqueles que não sabe nem por que comprou?
Seus problemas acabaram!
Ache na internet uma boa ferramenta que permite fazer tudo isso e ainda mais: www.trocandolivros.com.br
Troque livros com pessoas de todo o Brasil! Veja aqui como funciona.
Ainda não testei… Mas, pelo que pude observar, o lance é mesmo certo!
Quem testar primeiro, posta um comentário aí…
por Mateus em 5 Apr 09 às 14:12
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(…)E o tempo que levou uma rosa indecisa
a tirar sua cor dessas chamas extintas
era o tempo mais justo. Era tempo de terra.
Onde não há jardim, as flores nascem de um
secreto investimento em formas improváveis.(…)
Carlos Drummond de Andrade em Campo de Flores
Dia desses, recebi um daqueles PPTs que vivem entulhando a caixa postal d’agente… Era um arquivo grande, uns 6 Mb. Falava sobre uma tal “Tribo do Omo”, supostamente uma tribo perdida num vale obscuro da África. Num dia sem muito o que fazer, resolvi abrir a apresentação…
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por Diogo André em 8 Mar 09 às 20:14
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O último post especial do dia das mulheres.
Cruzar o Oceano Atlântico não é fácil, mas difícil mesmo deve ser realizar essa travessia sozinha, e principalmente em um barco pequeno. Pois foi exatamente isso que Izabel Pimentel fez. Determinada a ser a primeira Brasileira a realizar tal façanha, Izabel partiu da europa em direção ao Brasil em um pequenino barco de 21 pés, que nem banheiro tinha.
Toda essa aventura foi contata no livro A Travesia de uma Mulher
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por Diogo André em 4 Mar 09 às 21:51
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Aproveito a proximidade do Dia Internacional da Mulher (8 de Março) para escrever sobre um livro que vi outro dia na livraria. Dei uma boa folheada, mas ainda não comprei. Ainda tenho uns livros pendentes de leitura e estou me policiando para acabar estes antes de comprar outros.
Bom, o livro fala sobre a experiência de cinco mulheres, repórteres de uma publicação de turismo, que durante anos viajaram pelo Brasil a trabalho, com uma incrível média de 87.500 Km por ano!
As cinco contam causos, aventuras e experiências sobre os muitos lugares que percorreram, com muito humor e sensibilidade.
Veja um trecho do livro e faça download do abertura do mesmo em PDF.
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por Diogo André em 11 Jan 09 às 20:47
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Imagine um belo dia acordar e decidir andar por aí. Mais do que andar, atravessar um país andando. O seu país? Não. Atravessar o Afeganistão. Foi isso que Rory Stewart fez. Rory é escocês, mas na verdade nasceu em Hong Kong, e ainda passou por alguns países antes de chegar à Escócia.
Rory atravessou o Afeganistão andando no ano de 2002, pouco tempo depois dos Estados Unidos terem invadido o país. Apesar de várias vezes ter sido avisado que certamente iria morrer, Rory continuou, sobreviveu e escreveu o um livro para contar a sua Aventura.
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por Mateus em 9 Oct 08 às 18:20
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Ele foi até o Oiapoque - e voltou pra contar pra gente!
Durante um ano e três meses, viajei pelo Brasil. Sem lugar certo pra ir nem hora marcada pra voltar. Encaramujado numa Kombi, saí para apaziguar aquilo que Bruce Chatwin nomeou tão bem: saí para apaziguar “o desassossego do errante em minha alma”. (Antonio Lino)
Antonio Lino é um morador de São Paulo como tantos outros – como outros 20 milhões, pra ser mais preciso. Um rapaz simpático, sorridente, simples e gentil. Uma figura! Diriam as más línguas que, não fosse seu 1,90m, passaria desapercebido nessa multidão de errantes passantes – que faz questão de ocultar até mesmo os mais nobres espíritos em seu colosso de “iguais”.
Entretanto, uma vez que se conheça o Antonio, o interesse por suas estórias parecer ser imediato. Não porque ele as conte à rodo, como um massante tagarela, que automatizou seu palavreado para mostrar ao mundo que “sua vida daria um romance”. Na verdade, em doses homeopáticas é que fui tomando contato com o descortinar desse universo de aventuras. Leia Mais »
por Mateus em 26 Aug 08 às 22:55
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Engana-se quem está esperando um texto sobre religiosidade, ecumenismo, santidades ou esoterismo.
Milton Santos, geógrafo baiano, um dos expoentes da renovação crítica da geografia, nos fala muito de aventuras. É com este Santos que pretendo embalar a aventura de hoje.
Engana-se quem está achando que este geógrafo é daquele “tipo explorador” das paragens naturais, um naturalista, um estudioso dos “espaços naturais”.
Ele aventura-se muito mais na exploração do inexplorado campo das contradições, dos discursos, do pensamento. E, valendo-se de mais de 40 livros e de dezenas de conceitos – muitos ainda mal compreendidos – como “ferramentas exploratórias” (mais do que explicativas ou descritivas), leva-nos longe em seus “passeios”. Leia Mais »
por Mateus em 25 Aug 08 às 23:44
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Aventureiro ou Trabalhador?
“…Nas formas de vida coletiva podem assinalar-se dois princípios que se combatem e regulam diversamente as atividades dos homens. Esses dois princípios encarnam-se nos tipos do aventureiro e do trabalhador.
Esse tipo humano [o aventureiro] ignora as fronteiras. No mundo tudo se apresenta a ele em generosa amplitude e, onde quer que se erija um obstáculo a seus propósitos ambiciosos, sabe transformar esse obstáculo em trampolim. Vive dos espaços ilimitados, dos projetos vastos, dos horizontes distantes…“. (Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil, 26a. edição, p.44)
Há algum tempo, temos observado que muitas pessoas de nosso círculo de relações são fontes de inspiração – para nós e para tantas outras.
Fazem, muitas vezes, o que muitas pessoas gostariam de fazer. Vivem como muitas nem acreditam que se possa viver… Leia Mais »