Sei que o Brasil tem uma certa tradição marítima. E não podia ser diferente, com o tamanho de nossa costa (são 7.408 km, que aumenta para 9.198 km se consideramos as saliências e as reentrâncias do litoral).
Mas também sei que, apesar de termos 16 medalhas olímpicas na vela, Inglaterra (1 barco/66 habitantes), EUA (1 barco/18 habitantes) e Nova Zelândia (1 barco/8 habitantes) são países muito mais tradicionais para os esportes náuticos. O Brasil tem (só?) 1 barco para cada 3.600 habitantes – ou seja, um enorme potencial de mercado náutico e de desenvolvimento de marinas!
[...] os barcos brasileiros são um patrimônio naval e histórico notável, com a maior variedade de barcos tradicionais do planeta. Existem cerca de 200 tipos de embarcações utilizadas por populações costeiras e ribeirinhas, barcos que navegam em ambientes lacustres, fluviais e marítimos, para andar pra lá e pra cá, pescar, acompanhar casamentos, festas e procissões. Os barcos tiveram influências indígenas, africanas, ibéricas, mediterrâneas, norte-europeias e até mesmo orientais. A canoa baiana, por exemplo, tem casco com desenho indígena e africano, quilha holandesa e o mesmo tipo de vela utilizadas nas caravelas portuguesas. Tava pensando que a mistura por aqui foi só de gente?
Não é incrível?
Fica aí a dica para meu amigo e co-editor do blog O Aventureiro, Diogo André, que anda aficionado por barcos e velas…
Sim! Viveremos novamente neste ano as emoções de acompanhar a regata Volvo de volta ao mundo!
Ainda falta um tempinho para a largada de fato da corrida, mas os barcos já começam a esquentar os motores, quer dizer, já começam a preparar as velas! O início da regata está marcado para o dia 29 de Outubro de 2011, com a regata ‘in-port’ em Alicante, Espanha. No dia 5 de Novembro começa de verdade a corrida e os barcos partem para a primeira perna da regata, de Alicante até Cape Town, uma das maiores, com 6500 milhas náuticas.Leia Mais »
A flotilha da Clipper 09-10 acaba de deixar o Rio de Janeiro em direção à Cape Town na África do Sul. A expectativa da comissão de regatas é que essa perna dure aproximadamente 23 dias, sujeito, obviamente, às vontades do mar, que tanto pode atrasar a chegada como também adiantá-la.
Aqui no media center, já começou o ritual de embalar os equipamentos, guardar as coisas, enfim, levantar acampamento. É nítida a satisfação dos organizadores com o sucesso da Stop Over no Rio de Janeiro.
A largada foi dada debaixo de chuva, junto com a chegada de uma frente fria. Rendeu algumas rajadas de vento melhores, mas as médias são baixas.
Antes de seguirem pra mar aberto, as equipes correram uma pequena regata ainda na protegidas águas da Guanabara. Leia Mais »
Antes mesmo do primeiro veleiro desta edição da Clipper entrar em águas brasileiras, o Aventureiro já acompanhava seu desenrolar.
Desde a última segunda-feira estamos de plantão no media center, postando todo tipo de borburinho que acontece nos bastidores.
Já tomamos champagne com os que chegam, já conhecemos um barco por dentro e chegou a hora de … Tchan!Tchan! Tchan!!!!! Correr uma regata nas águas da Baía de Guanabara dentro de um veleiro Clipper.
Fomos incorporados à tripulação do Team Jamaica Lightning Bolt, o segundo colocado na competição !!! Os outros times perceberam o reforço de peso e também também foram atrás de reforços, afinal sabiam o desafio de enfrentar uma tripulação aguerrida e fortificada pela presença do Aventureiro. Não fizeram pouco não, para o Team Finland convocaram ao convés nada mais nada menos do que Sir Robin (o criador da Clipper e o primeiro velejador que deu a volta ao mundo sem paradas em solitário) que pediu reforços e foi prontamente atendido por Torben Grael. Formava-se aí o desafio. Leia Mais »
Já postamos aqui fotos dos barcos chegando ao Rio, e agora chegou a hora de matar a curiosidade e mostrar como são esses barcos por dentro.
O Fernando Gonçalves, Brasileiro que já participou de um etapa da Clipper, nos levou para um tour no barco da Spirit of Australia. É um barco projetado para regata, mas mesmo assim o nível de conforto é bem grande. A cozinha tem um tamanho ótimo e os banheiros são luxuosos se comparados ao banheiro de um VO70.
Pouco antes do meio-dia foi a vez do barco Jamaica Lighting Bolt – clara referência ao velocista Usain Bolt – chegar ao Rio. Os tripulantes do barco Jamaicano foram os que chegaram com mais estilo, todos uniformizados e com pequenas bandeiras da Jamaica pintadas nos rosto.
Rolou até uma comemoração no estilo Usain Bolt, dá só uma olhada: Leia Mais »
O vídeo acima mostra a comemoração do time da Austrália ao chegar ao Rio de Janeiro. Pode não parecer muita coisa, mas depois de de 28 dias no mar, é coisa pra caramba!
Oito horas depois do primeiro colocado, o Spirit of Australia acaba de aportar no Iate Clube do Rio de Janeiro. Com uma tripulação muito animada o barco australiano garantiu o segundo lugar no trecho e manteve o primeiro lugar geral da Regata, graças a passagem pelo portão de pontuação das Ilhas Canárias.
Seguimos aqui no ICRJ aguardando o próximo barco, Jamaica Lighting Bolt, que só deve chegar lá pelas 13h!
Em breve algumas fotos do interior dos barcos da Clipper, aguardem!
Foram 27 dias desde a saída de La Rochelle, cruzando o Atlântico e descendo a costa Brasileira. O Team Finland foi o grande vencedor da etapa, com uma vantagem de mais de 7 horas sobre o segundo colocado. As últimas horas – ou dias – foram as piores, com muito pouco vento e uma vontade gigante de chegar ao Rio de Janeiro.
Infelizmente a chegada foi a noite e em um dia com muita chuva! Mesmo assim várias pessoas esperavam ansiosas pela chegada do barco. Perto de 1h da manhã vimos chegar o gigante de 70 pés, com 17 rostos cansados e sorridentes a bordo. Não só chegavam a cidade maravilhosa, como garantiam a segunda vitória consecutiva.
Lá pelas 7 da manhã o Spirit of Australia deve chegar, e estaremos aqui para aplaudir os velejadores!
Mais uma regata de volta ao mundo está para chegar ao Rio de Janeiro. A Clipper Round the World 09-10 é uma regata um pouco diferente da última que vimos por aqui, a Volvo Ocean Race. Enquanto a VOR é formata por velejadores profissionais e equipes com enormes orçamentos, a Clipper é formada por amadores. Sim, amadores como eu e você. A regata é organizada por uma empresa, e vende os lugares no barco para quem quer encarar essa aventura. Por alguns milhares de euros você pode participar de uma regata oceânica de volta ao mundo, e as inscrições já estão abertas para a regata de 2011!