Volvo Ocean Race

Colombia “a la orden” – dia 1

por Mateus em 31 Oct 11 às 10:30

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Não se assuste se seus ouvidos não se acostumarem, mesmo depois de muito escutar: “a la orden“.
(E não fui só eu quem notou esse constante apelo, veja)

Em tempos de tanta insensibilidade, é comum que não estejamos mais acostumados com tanto “serviço”. E a Colômbia é mesmo um verdadeiro retiro para nos reacostumarmos à amabilidade e aos bons serviços. Mas exige o desafio constante de se desapegar de um certo “individualismo”. Há sempre alguém lhe chamando para fora de si-mesmo: – “¡a la orden!

É claro que, antes da partida, ouvi por diversas vezes: “Colômbia? O que é que você vai fazer por lá?! É perigoso…”.

Realmente, é perigoso. E o maior perigo da atual Colômbia é não querer ir embora.

Sem saber de nada disso, embarquei de Brasília pra Bogotá no dia 04 de setembro. E, por um acaso que o destino quis me reservar, o bilhete em classe executiva me saia como o bilhete em classe econômica: que dúvida!

O vôo saiu as 9h da manhã e, depois de uma escala em Guarulhos, chegou às 16h em Bogotá. A viagem em classe executiva faz esse trajeto ser muito, muito rápido. Mas foi o suficiente para eu provar de todas as iguarias e bebidas à bordo. O taxista no aeroporto, portanto, só conseguiu me levar para um hotel próximo (por COP 19 k = R$ 17,00), chamado “A Bogotá on Holidays“. Me pareceu perfeito (e me custou COP 90 k = R$ 85 a diária)!

Dica: troque pouco dinheiro no aeroporto! Na cidade há muitas casas de câmbio e, é claro, a conversão é geralmente mais favorável do que no aeroporto. (ah, somente as casa de câmbio do banco do Estado cobram taxas).

A chegada em Bogotá é fria, apesar de tudo: da gente, da boa comida, do sorriso fácil que volta-e-meia alguém lhe oferece.
A temperatura média está entre os 12-15 °C e é quase sempre úmido. Afinal, a cidade está localizada próxima ao equador e a 2.600m do nível médio do mar!

Bem, eu tinha 15 dias pela frente.
E minha volta seria por Caracas, na Venezuela, por estar mais próxima de Cartagena (uns 200km a menos). E também porque era pra onde minha bússola apontava – muito acertadamente – antes mesmo de eu aterrissar na Colômbia.
Ou seja, seriam 1.100 km por terra (passando por Medellín, pra aproveitar!), entre Bogotá e Cartagena.
E de Cartagena até Caracas seriam outros 940 km (passando por Santa Marta). Teria então umas boas horas conhecendo o interior do país.

Mas eu estava relativamente embriagado pela “estafante” rotina da classe executiva. Tive de esperar o dia seguinte raiar pra pôr o pé na estrada…a começar por Bogotá.

Ainda nessa noite, no entanto, já tive as primeiras experiências “surpresas” que tanto me atraem em viagens assim. Depois de deixar as malas no quarto, sai para jantar.
Rodei o quarteirão e nada me parecia apetitoso (e, por ser vegetariano, os churrasquinhos de esquina não me agradaram em nada!).
Perguntei em uma panaderia se havia algum restaurante por perto, aberto àquelas horas (já era por volta das 21h).
A simpática garçonete me apontou uma portinha do outro lado da rua.
Não me lembro do nome do restaurante, mas sei que era uma mistura de pizzaria com fã clube do time de futebol local.
Novamente uma moça veio em meu socorro e, quando lhe expliquei que não comia carne, me sugeriu um caldo.

- Bem, e de que pode ser o caldo?
- Ah, de cebola. Acho que é a única coisa que temos.
- E tem champignon?
- Sim. Quer um caldo de cogumelos então?
- Excelente!
- Bem, vou tentar fazer. Porque realmente nunca fiz sopa de cogumelos…

Nesta hora, abre-se um sorriso e aguarda-se, com uma mistura de leve curiosidade e alguma preocupação.

- E para beber?
- Você tem suco que de quê?
- Guanábana, pode ser?
Ai, ai…outra experiência: – Claro, porque não.
- Mas, o que é mesmo Guanábana?
E então a moça me trouxe, in natura, uns pedacinhos da fruta. De longe, parecia Jaca. Mas, ao colocar na boca: hum, delícia de Graviola! É claro que pode trazer um suco de Guanábana. E lhe expliquei o nome em português, que ela achou, é claro, bem curioso.

Logo em seguida, enquanto o primeiro caldo de cogumelos da vida da moça estava sendo cuidadosamente preparado, eis que ela me aparece com uma entrada: palomitas!
Sim! Isso mesmo! Fui agraciado com um prato (raso) cheio de pipocas frias e salgadas! ;)

Mas o melhor de tudo isso, além da gentileza e disponibilidade da moça do restaurante, foi pagar só COP 5 k (R$ 4,50) pelo jantar, com direito a entrada, sopa com pão e suco de graviola. O jantar mais barato de toda a viagem, diga-se de passagem…

Links para a semana

por Mateus em 5 Feb 11 às 14:51

Number of Comments  1 Comentário / Arquivado em: Links, Londres, Machu Picchu, Tailândia, Viagens

Blogs

Sempre em busca de umas dicas a mais para uma aventura, o pessoal dO Aventureiro volta e meia esbarra em alguns sites bacanas sobre relatos de viagens. Agora chegou a hora de começarmos a compartilhar esses links, né? Vamos ver se vira uma série… Confira a primeira tentativa:

  • De Brasília pra Tailândia:  Não é o relato sobre o inusitado espaço entre as cidades de Taguatinga e Ceilândia, não… (piada candanga. Se não fizer sentido, é só se mudar para Brasília pra sacar!). É o blog de um grupo de amigos, recém-formados no curso de Gestor, que foram curtir a ressaca pós-curso numa viagem para a Tailândia, na Ásia. Indicação do João Francisco.
  • As viagens de Nina: Uma bióloga de 20 anos que está prestes a se formar em Brasília e que gosta de viajar resolveu escrever, com muuuitos detalhes, sobre sua ida aos EUA – e ao parque de Yellowstone. Pra quem curte flora e fauna, é uma boa pedida essa dica que chegou pela Juliane Borsa (que, aliás, tem um blog maneiro com fotos e relatos de viagens também).
  • Lena in London: Nessa onda de navegar sem rumo pela internet, surgiu este blog sensacional da Milena Dib, uma jornalista paulistana que passou 1 ano nas terras chuvosas londrinas e conta tudo sobre a longa experiência, com várias dicas ao longo do caminho. Mas, como a viagem terminou em agosto de 2010, a Milena já criou um novo blog, Em obra.
  • Memória Individual: Diário de Viagem – Machu Picchu: O blog do Thiago Beleza é uma tentativa interessante de manter uma memória virtual sobre quase tudo. E o cara é anti-quase-tudo. Foi assim que encontrei-o numa discussão em blogs feministas. Tudo bem, pode até não ser a sua praia. Mas se Machu Picchu combina bem com esse perfil, então nada melhor do que ler um relato da viagem sob o olhar desse pseudo-rebelde, né?
  • Viagens Sabáticas: Por fim, deixo uma curiosidade, capturada na TTT do Marcelo Estraviz. Quer saber o que é? Veja e viaje…

E assim se fazem blogs, se aumenta a linkania e se criam contextopédias. Semana que vem tem mais (tem?).

linkania

psiu. Se tiver dicas que tenham a ver com o espírito dO Aventureiro, mande pra nós pelo email dos editores, pelo twitter ou então aí mesmo nos comentários! Lembre-se de deixar um contato (twitter, blog…) também.

Nos arredores “chéveres” de Caracas

por Mateus em 27 Aug 10 às 19:57

Number of Comments  3 Comentários / Arquivado em: Caracas, Dicas, Livros, Músicas, Relatos, Venezuela, Viagens

Há 2 anos fui fisgado por um desejo incomunicável de chegar até a Venezuela. Desde de então, muitos caminhos foram traçados e muitos desejos foram perdidos. O sentimento – muito mudado – deu lugar a uma passagem de avião na entre-safra de um congresso acadêmico em Recife e de um curso da SBDG em São Paulo. Para parecer mais defensável, criei barricadas de objetivos e de promessas: iria conhecer o “socialismo do século XXI” proposto por Chávez.

Entre um contato e outro, feitos ao longo de anos, resolvi me abandonar à sorte de ir sem planos, sem expectativas; sem apego e sem aversão. Uma viagem búdica, certamente, mas que se pretendia exploradora só do mundo exterior. Ledo engano das planilhas e das anotações… Se uma viagem não é motivo para rupturas, e muito menos para nos dar prazer – e Beckett já gozou desses tipos dizendo que “somos idiotas, mas não ao ponto de viajar por prazer” -, então o que era mesmo que eu estava procurando?

Transcrevi num outro blog a seguinte passagem:

Há uma bela frase de Proust que pergunta o que fazemos quando viajamos. Sempre verificamos algo. Verificamos se aquela cor com que sonhamos está ali. Mas ele acrescenta algo muito importante: “Um mau sonhador é aquele que não vai ver se a cor com a qual sonhou está lá. Mas um bom sonhador vai verificar, ver se a cor está lá”. DELEUZE, Abecedário. p. 104-106. (Veja aqui o texto completo)

E aí está… Sonhava saber de que cor era o mar venezuelano. Sonhava sentir o cheiro das arepas preparadas logo de manhã e acompanhadas de um café aromático. Sonhava notar as nuances das mesclas criollas. Sonhava conhecer o que é essa América Latina de que tantos falam e que tão poucos conhecem e – menos ainda – apreciam de fato. Fui verificar o que era de “meu” que estava do lado de lá da fronteira.

Mapa da regiãoNo primeiro post, descrevi minhas andanças pelo centro da capital venezuelana. No segundo, ainda em Caracas, resolvi conhecer outros lugares, com outras gentes. Não estaria mais sozinho. Minha “verificação” agora estava comprometida pelo constante desejo de “compartilhar a visão”, de falar sobre os lugares. Mas, inevitavelmente, “as palavras erotizam o lugar” – como me ensinou, há muito tempo, uma amiga que havia partido para a Tailândia e que teimava em não me contar sobre sua viagem. E, por vezes, somente o silêncio podia dar vazão ao que se via, ao que se sentia, ao que se respirava, ao que se pretendia.

Agora, pra encerrar essa trilogia de relatos, me resta contar sobre os “arredores” de Caracas: a praia de Cata; as cidades de Maracay e Los Teques; as vilas de Choroní (com sua Praia Grande) e Chuao, no Parque Nacional Henri Pittier; a praia do Cepe e do Valle Seco; e, finalmente, a Colônia Tovar. Como um estrangeiro que deve tocar suavemente a terra alheia, fui tateando aos poucos a pele que recobre este país, pra daí ampliar vertiginosamente meu contato carnal, sendo levado pelas montanhas escarpadas. Toquei as curvas e senti a malemolência dessas serras esfumaçadas, como você pode conferir na Playlist sugerida. E senti calor e senti frio; vi a chuva e vi o verão. Vi carros se cruzando sobre o abismo e vi praias de areia branca bem na frente da minha barraca. Percebi o quão pouco é necessário para se estar feliz, ainda que muito seja necessário para poder perceber isso… Leia Mais »

Um dia na “chévere” Caracas

por Mateus em 25 Aug 10 às 10:33

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Depois de dar um rolê pela cidade e de se habituar um pouco mais com a velocidade e com a sonoridade de Caracas, vale gastar um pouco mais de sola e visitar alguns lugares de mais “difícil acesso”, mas igualmente imperdíveis. Nessa hora, só posso agradecer à minha “família venezuelana” que tão bem me acolheu e me ajudou durante a viagem.

Com Luís, Mayra e Siulmary – e um monte de gringos – subimos o pico “El Ávila”, que fica no Parque Nacional Waraira Repano. Além da trilha que pode ser feita de carro ou a pé, há um teleférico ( 35,00 Bs. F / 20,00 Bs.F – estudante) que deixa os visitantes de frente ao imponente Hotel Humbolt. No dia em que fui, estava um dia frio, chuvoso e nubladíssimo. O hotel, coitado, ficou escondido em meio às nuvens… Mas, mesmo assim, a visita vale à pena. Lá em cima, há 2 restaurantes em que você pode parar e conferir o saborosíssimo café venezuelano – isso se tiver sorte, porque se o preço do café é socialista (como está escrito na plaqueta), então a falta de café é quase certa! Na pior das hipóteses, você ainda vai estar muito bem acompanhado se pedir uns Tequeños com Arepas e suco de Guayaba. E não deixe de perguntar em todos os lugares se há os valiosos chocolates El Rey – mesmo se não for um chocólatra assumido como eu.

Como o teleférico é um programa para se fazer no final do dia, entre o por-do-sol e o cair-da-noite, então dá pra começar o dia na Cidade Universitária da Universidade Central da Venezuela. Grave a playlist que sugiro e prepara-se para visitar um espaço enorme e tombado em 2000 pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade. Leia Mais »

Uma viagem “chévere”

por Mateus em 24 Aug 10 às 18:39

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Há quem ainda se pergunte porque visitar a Venezuela. A própria moça na alfândega venezuelana, no aeroporto de Maiquetía, me questionou umas 4 vezes: mas você veio visitar Caracas por 10 dias? Mesmo incrédula com minhas insistentes afirmativas, me concedeu o “visto” de entrada no país.

E que país!

Caracas realmente não é uma “cidade turística”, se você está afim de fazer um turismo daqueles que incluem passeios em ônibus aberto com explicações sobre as atrações em diversas línguas. Mas, se o seu lance é “superar o turismo“, para retomar um velho texto de Hakim Bey, então a experiência de conhecer mais este país latino-americano pode ser uma excelente aventura. Confira as dicas, baixe a playlist sugerida e separe umas roupas para um clima quente e amistoso. A Venezuela faz jus à palavra mais escutada nas ruas: é chévere! Leia Mais »

4 vezes Jeri – dia 4

por Mateus em 9 Aug 10 às 10:39

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Último Por-do-Sol em Jeri

Último Por-do-Sol em Jeri

Este é o último relato da série sobre Jeri. No primeiro post, apresentei um panorama da região e da vila, além de um resumo das fotos da viagem. No segundo post, abordei a saída de Fortaleza, com dicas sobre como chegar em Jeri e com informações sobre pousadas e restaurantes. No terceiro post, que fala do segundo dia na vila, apresentei as praias da região, os locais que visitamos e os passeios normalmente oferecidos aos turistas. No penúltimo post, sobre a caminhada na praia do Preá, eu falei sobre este paraíso-na-Terra, com dicas sobre a noite de Jeri também.

Agora, falta comentar sobre o dia propriamente mais “aventureiro” e publicar as últimas fotos.

Às 9h a Vanessa (Bora Turismo) foi nos pegar na pousada Naquela Jericoacoara com o guia José. Um quadriciclo amarelo muito bacana. Não é preciso muita habilidade para manejar o veículo, mas é importante andar com um sapato fechado e ter um esparadrapo à mão. A mudança das marchas é feita por uma alavanca bem dura no pé esquerdo… Pra quem estiver na “carona”, pode ser bom usar uma calça. É que a carenagem costuma ficar bem quente ao longo do dia.

Depois da rápida aula de “direção”, tomamos a trilha para Mangue Seco, uma vilinha bem pequena a alguns quilômetros de Jeri. Leia Mais »

4 vezes Jeri – dia 3

por Mateus em 5 Aug 10 às 10:30

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Vista área de Jeri, do Preá e das Lagoas do Paraíso e Azul

Jericoacoara é uma pequena vila com menos de 3.000 habitantes, encravada no meio de um Parque Nacional, distante quase 300 km de Fortaleza e a pelo menos 15 km da estrada de asfalto mais próxima. Com toda essa pinta de paraíso-perdido-na-Terra, há também muita coisa para se conhecer próximo a Jeri. A Praia do Preá é uma das melhores.

Dizem os “nativos” que a Praia do Preá está hoje como costumava ser Jeri há 15 anos: pequena, linda e selvagem. Quase virgem. O “problema” é que logo, logo ela vai deixar de ser assim. Além de estar fora dos limites do Parque Nacional (na verdade, a praia do Preá ocupa cerca de 33 % do território do Parque Nacional ), estão construindo um aeroporto na cidade e estão asfaltando as vias de acesso desde Jijoca. Quer ver o restante do relato e a galeria de fotos? Leia Mais »

4 vezes Jeri – dia 2

por Mateus em 4 Aug 10 às 10:42

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Galeria do dia 2:

Há quem queira viajar para Jeri para descansar. Mas também há quem não consiga descansar em Jeri, por conta das inúmeras atividades que só vamos encontrar ali…

Assim, já no segundo dia estávamos esgotados. Uma boa noite de sono não foi suficiente. Com a desculpa de “aproveitar a pousada”, passamos a manhã toda “quarando” – ora no quarto, ora no redário. Leia Mais »

4 vezes Jeri – dia 1

por Mateus em 3 Aug 10 às 10:49

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Há 26 anos, um pedaço do paraíso com 8.850 ha foi transformado em Área de Proteção Ambiental (estabelecida pelo Decreto nº 90379 de 29 de Outubro de 1984). Já em 2002, este mesmo território foi alçado ao posto de Parque Nacional e tornou-se – já um pouco antes disso – mundialmente conhecido e elogiado como uma das 10 praias mais bonitas do mundo (embora eu ache que Jericoacoara não é o que é somente pela sua “praia”, que deixa um pouco a desejar mesmo…).

Neste primeiro dia, saímos de Fortaleza às 9h30 da manhã em direção à Jijoca de Jericoacoara, o município onde fica localizada a vila de Jericoacoara. Em Fortaleza, estávamos hospedados no hotel Água Marinha, localizado perto da Ponte dos Ingleses, no bairro de Iracema. O hotel é bastante simples, sem elevador e com quartos pequenos e sem vista para o mar. Mas, para quem quer somente uma cama, um chuveiro quente e um bom café da manhã, pode servir…

O trajeto desde Fortaleza dura aproximadamente 4 horas. Assim, chegamos em Jijoca por volta das 13h30 e tomamos logo uma “jardineira” (na verdade, uma D-20 adaptada. Veja a foto na galeria abaixo), cruzando as dunas do Parque até a entrada da vila – trajeto que leva por volta de 1 hora. Leia Mais »

Na terra do “Jacaré quarando ao sol”

por Mateus em 2 Aug 10 às 17:46

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Do Jegue ao Bugue

Do Jegue ao Bugue

A primeira vez que estive em Jericoacoara – que dizem ser a tradução do tupi para “Jacaré quarando (estirado) ao Sol” (mas que, na verdade, quer dizer “toca das tartarugas”) – foi lá nos idos de 1996. De lá pra cá a cidade ganhou umas 210 pousadas – na época eram somente umas 3 – e luz elétrica (desde 1998), além de uns 1.300 moradores “estrangeiros”. Atualmente, são somente 1.500 moradores “nativos”, de um total de quase 3.000 pessoas residindo na área do Parque Nacional de Jericoacoara.

A infraestrutura da cidade não deixa a dever em nada, mesmo para os turistas mais exigentes: há todo o tipo de comida (de árabe a japonesa, passando pela nordestina e pela cozinha internacional); há diversas opções de pousadas (que variam de R$ 25 a R$  800/dia, podendo chegar aos R$ 10 mil reais por um “pacote” de 3 dias no Reveión); há algumas operadoras de turismo e empresas que oferecem “passeios” (de bugue, a cavalo, de jipe, de quadriciclo e à pé), além de muitos locais e escolas para a prática de esportes “radicais” (windsurf, kitesurf, caiaque, sandboard).

Assim, mesmo hoje em dia, Jeri – como é chamada pelos “íntimos” – é um prato cheio para a aventura (ou mesmo para uma boa semana de repouso). Em 4 dias dá pra ter uma boa noção da vida na cidade e, com as dicas que iremos publicar em 4 posts, dá pra conhecer muitos lugares incríveis e muita gente bacana. Acompanhe os relatos…

Quer dar uma “petiscada” na aventura? Veja as fotos:

* A viagem foi “particular” – o que significa que ninguém convidou ou subsidiou a equipe de O Aventureiro em seus roteiros. Portanto, todas as menções a empresas, pousadas, restaurantes e guias serão feitas de modo isento, devendo somente ao gosto do editor destes posts. Os valores, entretanto, poderão sofrer reajustes e não nos responsabilizamos por alterações em contatos e preços. Siga as dicas no seu exercício de liberdade!


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