Se você gosta de aventuras que gerem impactos socioambientais positivos e tem boas ideias de como deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrou, então você é um empreendedor social – e pode ser premiado por isso!
Estão abertas até 1º de maio as inscrições para o 7º Prêmio Empreendedor Social e o 3º Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro. Os concursos buscam líderes sociais que atuam de forma inovadora, sustentável e com forte impacto na sociedade e em políticas públicas.
Neste ano, além de reconhecimento na mídia e em evento que reunirá lideranças acadêmicas, empresariais, públicas e sociais, todos os finalistas terão acesso a benefícios para aprimorar sua formação e a gestão da organização. Conheça os finalistas dos anos anteriores. Leia Mais »
Na parte 1 deste post, explicamos de onde surgiu a idéia maluca bacana da Vanessa de tentar tornar suas práticas cotidianas um pouco (mais?) sustentáveis…
Veja agora como foram os 3 primeiros e intermináveis dias da nossa “no impact woman”!
Acordei empolgada com a idéia, que nem no primeiro dia de regime, que você come alface no café da manhã. Guardei a chave do carro. Que ônibus que nada, caminhada! Super ecológico. Foi divertido caminhar ao lado do parque Ibirapuera, nem tanto engolir fumaça na São Gabriel, mas o planeta merece. Logo descobri que demoro tanto chegando a pé quanto de carro, vejam só. Menos gasolina. E calorias.
No escritório, minha primeira dose de café – achei uma caneca feia, da empresa de seguros, no armário. A descoberta de como tirar café da máquina, sem cair o copinho, deveria me dar direito a um diploma de engenharia [ei, eu não consigo instalar um DVD, mereço o mérito].
Passei o dia sem imprimir uma folha sequer. O relatório de 100 páginas revisei na tela mesmo. Demorou umas 2 horas a mais [damn emails, facebook e MSN], mas saiu. Em algum lugar do mundo, uma árvore sorriu.
Supermercado à noite. Desfilando com minha linda ecobag preta, de mais de um ano de idade e segundo dia de uso, olhei com ar superior para todos demais clientes consumidores de malignas sacolas de plástico.
Verduras orgânicas e xampu ecológico, que não é testado em animais. Na área de frios, solicitei para tirar a bandejinha de isopor. O moço me olhou com cara de cuméquié. Expliquei, pacientemente:
- Veja bem, Sr. seu Zé, que isopor na natureza demora mais de 930 anos para se deteriorar, por isso é melhor não utilizarmos sempre que for possível.
[Não, eu não sei quantos anos se deterioram isopores, mas achei um bom chute e o Sr. Seu Zé também achou, pareceu.] Coloquei o queijo e peito de peru bamboleando dentro do carrinho.
Dúvida surgiu na garrafa de água: PET deve estar errado. Acho até descobrir o que fazer, vou ter que tomar a água ligeiramente amarelada da torneira de casa.
Nota mental ao chegar em casa: comprar uma ecobag cuja alça não estoure nas duas quadras caminhando de volta. Graças a deus, todos meus produtos amigos-de-bichinhos continuam intactos.
Há tempos publicamos um post sobre o projeto No Impact Man intitulado “Viver sem impacto é possível?“. O assunto pareceu sério demais e ainda distante da nossa realidade, do dia-a-dia das pessoas nem-tão-sustentáveis-assim… O desafio era achar alguém que topasse falar sobre suas tentativas de melhorar seu “coeficiente pessoal verde”.
Passando pelo blog da Lalai, cheguei ao post da Vanessa, que é membro do CouchSurfing (assim como eu). Além das pequenas coincidências, achei o texto um bom exemplo para satisfazer essa busca. E aproveito para re-editar o longopost, agora separado por dias, como um diário aventureiro de uma “proto-ecofriendly“… Divirtam-se!
Nunca me considerei exatamente uma ameaça ao meio ambiente. Ah, separo minhas latinhas das outras coisas, não jogo lixo na praia, e fico comovida de verdade olhando ursinhos-polar bebês no Discovery agonizando porque a casinha deles está derretendo e tal. A consciência começou a apertar mais ultimamente. Iniciou-se a saga em um churrasco que organizei outro dia, no qual participarem um casal de homo sapiens ambientalicius (aquelas colegas que tem casa ecológica com energia solar e tudo mais) – que apontaram, desapontados, minha incauta escolha de talheres, copos e pratos: descartáveis.
Como tais convidados não eram exatamente íntimos, achei de bom tom não sugerir que eles limpassem os práticos utensílios e cinzeiros com a língua – fazendo o favor. Superior, iniciei uma ardente discussão sobre as dificuldades de ser ecofriendly na “vida real”, como moradores da cidade grande, cujo edifício não tem coleta seletiva, a máquina de café do escritório já sai com copinho e que não são legítimos proprietários de 50 conjuntos de pratos e talheres à disposição nos seus churrascos.
Comentaram-nos, tais elucidados, que todos nós temos a responsabilidade por mudar as pequenas decisões do dia-a-dia e consumir de forma consciente, já que o fardo da saúde do planeta está nas nossas costas. Ou seja, me chamaram basicamente de assassina-de-ursos-polar-bebês. Culpada, resolvi assumir um desafio: tentar por 7 dias uma vida ecofriendly e relatar para eles minhas descobertas e incautos.
E a seguir, a saga de uma garota normal da cidade de São Paulo. Quais as dificuldades atuais da vida ecologicamente correta? Como mudar seus hábitos em poucos dias? Veja após os comerciais
Talvez seja indiscutível a relevância da Internet nos dias de hoje – seja para a economia, seja para as redes sociais ou mesmo para a inabalável vontade de perder tempo…
Mas não é tão evidente assim a força de um simples “post“. Qual é a relevância do seu blog?
Com certeza, todx blogueirx já se fez essa pergunta – talvez ainda mais quando via que ninguém comentava suas notícias e que seus acessos eram basicamente dos eventuais colaboradores.
O que está acontecendo com a mobilização por meio da internet – e de alguns milhares de blogs – é realmente espantoso (e até mesmo entusiasmador, não?). Quer ver alguns exemplos? Leia Mais »
Imagine que você mora no meio de São Paulo, num pequeno apartamento com sua companheira e uma filha de 2 anos de idade, no 9o andar, e decide não usar, por 1 ano inteiro, o elevador – nunca! E também nada de luz elétrica (e isso inclue a TV e os eletrodomésticos), nada de papel higiênico (sim, é isso mesmo!) e comida somente de produtores locais (que produzem a, no máximo, 400 km da sua casa).
Agora imagine que você trabalha a uns 10 km da sua casa e, durante 1 ano inteiro, vai de triciclo para o trabalho – e para todos os outros lugares, faça chuva ou faça sol. Nada mais de carros, motos, táxis, ônibus, trens ou metrô durante 365 dias.
Imagine ainda que todo o lixo que você consome a partir de agora não será arremessado para fora de sua casa – ele deverá ser reciclado, reutilizado ou colocado na composteira -, além é claro de ser reduzido ao mínimo: e, para isso, será necessário também deixar de fazer compras (de roupas, de comidas prontas, em restaurantes e cafés, em lojas) durante 1 ano.
Finalmente, imagine que com essa enorme redução de energia e de gastos com compras e com deslocamentos sobre um pouco mais dinheiro na sua conta (sim, ninguém falou pra parar de trabalhar!): agora pegue 10% de toda a sua renda e contribua com uma organização que realiza trabalhos socioambientais – para compensar o pouco impacto que você ainda gera.
Parece muito radical? Parece um absurdo? Parece impossível?
Quem é que nunca pensou em pegar a estrada num jipe potente e se aventurar pelas trilhas que começam quando a estrada termina?
Quem é que não gosta de dar uma voltas de carro, com o vento nos cabelos (se você tem cabelos…) e o cheio de aventura no rosto?
Mas amanhã, 22/09, é o dia para tentar outras formas de aventura e O Aventureiro não podia deixar de dar a dica: no Dia Mundial Sem Carro que tal uma aventura de bike? Leia Mais »